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Friday, March 15, 2013

Hyundai HB20S

Hyundai HB20SPor mais que hatchback e sedã sejam incontestáveis campeãs de venda entre as categorias de carro oferecidas em nosso mercado, seus espectros de atuação não coincidem demais. São os primeiros que costumam receber versões esportivas e, por outro lado, formam a maior fatia do segmento de entrada, ao passo que os três-volumes são os responsáveis por agradar quem prioriza o requinte de um modo geral. São exatamente estas “regras” que dividem a linha brasileira que a Hyundai acaba de completar.

Analisar este carro não apresenta muitas surpresas por causa do contexto que tem. A família HB20 tem projeto atual, cada veículo tem um bom conjunto técnico e todos têm produção nacional, mas este caso particular só está tendo todo o sucesso que se vê nos registros mensais de vendas porque foi lançada no momento certo. Afinal, a revolução que se fez na linha mundial da Hyundai a partir do Sonata atual já passou do início instável há tempos, e hoje vive um período de estabilidade que a montadora vem aproveitando muito bem: assim como a Apple com os eletrônicos, quase qualquer produto lançado pelos coreanos termina muito bem aceito, nem que seja em maior parte pelo design. A nova geração do Santa Fe já indica que em breve essa linguagem de estilo vai precisar de retoques, mas até agora não é necessário fugir da “receita” consagrada para obter sucesso. Reconhecer o que se deve mudar e o que não é basicamente tudo o que traduz o sucesso dos HB20, mais do que as qualidades mencionadas no início deste parágrafo. Neste caso, a ideia começou com adaptar o estilo de i30 e Elantra a um formato menor, mas também aos costumes do brasileiro: optou-se por um projeto exclusivo em vez de aproveitar o i20 europeu, e desde os seus primeiros traços já se pensaram em uma variante aventureira urbana (o HB20X), um sedã e um crossover, que chegará mais tarde.

Hyundai HB20SIsso é o que permite afirmar que o HB20S consegue ser um excelente produto sem revolucionar em nada. As imagens comprovam que a traseira deste sedã é um excelente símbolo de como a Hyundai conciliou a “Escultura fluida” a mais uma das preferências do nosso mercado: as referências aos irmãos maiores estão todas lá, mas adaptadas a elementos mais vistosos para não destoar do tamanho avantajado, que claramente foge da ideia de cupê-de-quatro-portas vista no novo Prisma para exibir um visual bem mais sóbrio. A cabine repete o ótimo padrão do compacto, com alta qualidade de materiais e iluminação azul, e os motores também serão o 1.0 12v de três cilindros e 80 cv e o 1.6 16v de 128 cv. A lista de versões começa com a Comfort Plus (1.0 por R$ 39.495 e 1.6 por R$ 44.995), que traz ar-condicionado, airbag duplo, conexão Bluetooth, direção hidráulica, sistema de som multimídia e travas e vidros elétricos. A Comfort Style (R$ 42.675 e R$ 48.175) completa o trio elétrico e soma freios com ABS e EBD e rodas de liga leve de 14”, ao passo que a Premium (R$ 50.795 apenas com o 1.6) agrega farois de máscara cromada, rodas de liga leve de 15”, sensores crepuscular e de estacionamento e volante em couro. As duas últimas podem unir o motor 1.6 ao câmbio automático, o que volta a reforçar que esta linha deixa a categoria de entrada para o hatchback: respectivamente, os preços passam para R$ 51.375 e R$ 53.995. Este modelo chega às lojas no dia 20 de abril.

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Mitsubishi L200 Triton HLS

Mitsubishi L200 TritonSe alguns modelos do mercado brasileiro merecem críticas por não oferecer diferenciações importantes em sua linha, a picape deste artigo é uma exceção muito agradável de ver. Ela chegou como importada, ainda nos anos 1990, mas desde que ganhou produção nacional ganhou uma linha completa, que ainda se estendeu com a geração atual. Seja em motores, níveis de acabamento ou mesmo tipos de cabine, várias das opções dessa picape são exclusivas no mercado. Agora você poderá conhecer sua adição mais recente.

Manter tais variações em grande quantidade se torna importante também porque mantém o carro atraente à clientela. Modelos utilitários em geral cumprem ciclos de vida mais longos que o de um carro urbano porque os desejos dos seus compradores são diferentes. As preferências deste mercado sempre passam por estilo atraente e bastante tecnologia embarcada, mas a parcela do público que faz mesmo as menores incursões fora-de-estrada dá grande valor a projetos mais tradicionais, de qualidade e resistência comprovadas. Isso é o que explica que as picapes médias levem cerca de quinze anos para trocar de geração, e é exatamente este motivo que, por sua vez, compõe uma diferença que divide o segmento das picapes médias brasileiras em dois “batalhões”. Modelos como Chevrolet S10 e Ford Ranger acabaram de receber uma fase nova, de forma que os próximos anos terão a eles como referências em design e modernidade de projeto. Já Nissan Frontier e Toyota Hilux acumulam alguns anos desde a última grande mudança, tempo que por um lado lhes trouxe a confiabilidade por parte do público que ainda não tinham nas gerações anteriores, mas que por outro lhes faz necessitar de cuidados diferentes por parte da marca, para que se mantenham atrativas nesta segunda metade do ciclo de vida.

Mitsubishi L200 TritonLançada mundialmente em 2006, a L200 Triton já está no segundo grupo também no Brasil. Por mais que suas linhas imponentes continuem negando dissimulando o passar do tempo sem problemas, a picape já recebeu um facelift leve e, mais recentemente, voltou a investir em ampliar sua linha. No ano passado chegaram versões de off-road pesado, com caçamba estendida e com motor V6, todas essas opções exclusivas em seu segmento nos dias de hoje. Agora chega a vez de integrar o grupo com motores bicombustíveis, com a nova versão HLS. Partindo de R$ 79.990, ela se restringe à tração 4x2 e à transmissão manual de cinco marchas, mas traz o motor 2.4 16v flex de até 142 cv de potência às 5.000 rpm e torque de 22 kgfm às 4.000 rpm, usando álcool – tais números se devem ao fato de que em uma picape a prioridade em um motor é o torque. Além disso, a lista de itens de série desta versão inclui ar-condicionado, conexão Bluetooth, direção hidráulica, duplo airbag, freios com ABS e EBD, rodas de 16” com pneus 265/70 R16, sistemas de entrada sem chave e som multimídia, e vidros elétricos. A nova motorização também será oferecida na versão GL, esta exclusiva para frotistas.

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Thursday, March 14, 2013

Chevrolet Prisma 2

Clique para ver em alta resoluçãoEnquanto alguns fabricantes definem sua linha delimitando a atuação de cada modelo com clareza, outros preferem a aventura de competir em algumas categorias com mais de um nome. A predileção da nossa Chevrolet pelos sedãs já completa décadas, o que lhe faz oferecer vários deles ao mesmo tempo com a mesma experiência que a Volkswagen, por exemplo, tem com os hatchbacks. Este artigo irá mostrar que é por tudo isso que um lançamento como o novo Prisma não teria grandes chances de sucesso em qualquer marca.

Cada faixa de preço tem suas próprias exigências quanto a conforto, desempenho ou tecnologia, mas o gosto por cada modelo disponível priorizar um aspecto em especial é quase unânime. Afinal, isso não impede o combate pela liderança da categoria mas facilita que cada um conquiste pelo menos uma fatia da clientela, como os que preferem design mais chamativo ou cabine mais elegante. É essa estratégia que justifica a Chevrolet elevar o novo Prisma a um espectro de preços que tem grande interseção com o do Cobalt, depois de o antigo ter feito processo parecido, mas com o Classic. Derivado do Celta, o modelo de antes teve problemas por ser mais caro que o veterano sem oferecer tanto a mais, ao mesmo tempo que suas versões mais caras sofriam com o Corsa Sedan à medida que este envelhecia: ele ficava cada vez mais barato mas sem perder tantos equipamentos, além de sempre ter sido um projeto muito mais sofisticado. Hoje em dia o setor de entrada já se estabilizou com Celta e Classic enquanto houver demanda suficiente, enquanto Cruze e Sonic têm diferenças suficientes para ficarem restritos às categorias média e premium, na ordem. É na faixa que mais vem crescendo que a Chevrolet começou a promover esta interessante indecisão, iniciada com os hatchbacks Agile e Onix, e agora firmada entre os três-volumes com Cobalt e Prisma.

Chevrolet Prisma 1A situação dos compactos ainda aguarda o facelift do Agile para que este volte a ter competitividade, mas isso já está resolvido entre os sedãs. Antes de olhar medidas e listas de itens, qualquer par de fotos exteriores mostra a diferença mais importante entre eles. A adaptação do conjunto do Onix a um sedã foi tão bem-feita quanto a da Mercedes-Benz quando quis uma perua derivada do CLS e chegou a uma shooting brake. Em vez de repetir o perfil mais familiar que caracteriza este segmento, optou-se por preservar a esportividade do hatch fazendo o terceiro volume curto e alto, que motivou a Chevrolet a intitular a novidade de “sport sedan”. O fato é que o resultado estético agrada muito porque traz sensação de leveza visual, em contraste com o realce de comprimento de, por exemplo, Versa e 207 Sedan. Contudo, nada disso impediu o Prisma de ter o ótimo porta-malas de 500 litros, na média da categoria – o destaque em quesitos como esse fica para o Cobalt, que é o sedã compacto da marca para o qual ficou a proposta de dedicação às famílias mais tradicionais. O novo carro chega nas mesmas versões do Onix salvo a LS: ele parte de R$ 34.990 na LT 1.0, R$ 39.090 na LT 1.4 e R$ 45.990 na LTZ 1.4. Tratam-se dos já conhecidos motores SPE/4, com o menor acelerando de 0 a 100 km/h em 12s7 e o maior em 10s7, e deixando a velocidade máxima oficial empatada em 180 km/h, sempre ao usar etanol.

Chevrolet Prisma 2Entrar no carro não traz surpresas: a cabine inaugurada pelo Onix volta a chamar atenção pelo conceito Dual Cockpit, pelo quadro de instrumentos que mistura elementos analógicos e digitais iluminados em Ice Blue, e pela vistosa tela de toque que controla a central de entretenimento MyLink, disponível a partir da versão LTZ 1.4. Falar dos itens de série deste carro traz um detalhe interessante, aliás: o problema de ter a visão traseira certamente atrapalhada pela traseira alta foi resolvido com admirável esperteza, dando ao Prisma o destaque de ser o primeiro sedã compacto nacional com sensor de estacionamento de série e câmera de ré opcional, esta última restrita aos carros com MyLink porque utiliza a tela desse sistema. Sua versão básica já traz de série airbag duplo, alarme, direção hidráulica, freios ABS com EBD, vidros dianteiros elétricos e sistema de entrada sem chave, entre outros. A versão LT 1.4 soma lanternas escurecidas, farois com máscara negra e detalhes Effect Blue, retrovisor interno com regulagem dia/noite e passa as rodas de 14” para 15”, ainda com calotas. Já a versão de topo, segundo o site, vem num pacote fechado que agrega farois de neblina, vidros traseiros e retrovisores com acionamento elétrico, rodas de liga leve diamantadas aro 15”e computador de bordo. Também há a linha de personalização à venda nas concessionárias, que inclui bancos de couro, DVD player para o banco traseiro, frisos cromados e pedaleiras esportivas.

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Tuesday, March 12, 2013

Ford Fusion Flex

Clique para ver em alta resoluçãoVocê lembra de quando a categoria mais luxuosa de carros a ter grande movimentação no Brasil era a dos sedãs médios? Eram nomes como Civic, Corolla e Vectra que atendiam quem queria luxo e status mas não podia levar um BMW ou Mercedes-Benz, até que os dois “times” de montadoras notaram que os sedãs grandes formavam uma lacuna equidistante. Assim, enquanto as alemãs vêm tornando seus best-sellers mais acessíveis, as outras apostam em carros como o Fusion para intensificar esse delicioso combate.

Várias vezes se comenta que o permanente desejo de oferecer o melhor modelo de cada categoria se traduz cada vez em maiores investimentos dos fabricantes não tanto nos facelifts de meia-vida, mas sim em cada atualização completa. Atender a crescente rigidez dos padrões de segurança e, especialmente, da concorrência faz um carro incorporar mais sofisticação em quase todos os sentidos, fatalmente implicando em tamanho e preço maiores com muita frequência ao ponto de deixarem seu mercado inicial livre para um novo modelo – na Europa, foi assim que o Fiesta permitiu o Ka e o Polo permitiu o Lupo, por exemplo. Como estagnar a evolução é impensável, só se resta lidar com essa eventual migração de segmentos, para tentar convertê-la a favor. No Brasil, alguns exemplos disso são o Grand Siena entre compactos e premium, Jetta entre médios e grandes e agora o Fusion, entre grandes e o primeiro nível de alto luxo. O sucesso de carros como esses inclui detalhes individuais, mas já é possível determinar um padrão: o exterior quase não se altera, deixando as maiores mudanças para a lista de itens. Já o toque final está em as versões de topo exaltarem algum valor mais subjetivo, contrapondo-se ao apelo racional das dedicadas à categoria inferior. O modelo da Fiat realça a elegância na versão Essence, o da Volkswagen a esportividade com a Highline, e o da Ford a tecnologia da Titanium.

Ford Fusion 2.5 FlexNo entanto, pensar que o Fusion de base é antiquado é um engano enorme. Os destaques de sua lista de equipamentos são ar-condicionado digital, assistente de partida em rampa, bancos de couro com ajustes elétricos e memória, câmera de ré, central multimídia Sync com comandos de voz, GPS e touchscreen de 8”, piloto automático, rodas de alumínio aro 17” e grade dianteira com controle ativo – fica aberta em baixas velocidades para otimizar o fluxo de ar e se fecha em altas, para melhorar a aerodinâmica. A parte de segurança fica com abertura das portas por código, oito airbags, controle de estabilidade e freios ABS, tudo deixando como único opcional o teto solar, por R$ 4 mil. É fácil de reparar que a nova versão retirou apenas o que esta categoria considera dispensável, como o sistema Sony de alta fidelidade e a tração integral, que aqui passa a ser dianteira. Falando no trem-de-força, outra excelente novidade é precisamente o que motiva o nome desta versão: o motor 2.5 flex estreado na Ranger foi recalibrado para o sedã, contando com bloco e cabeçote em alumínio e comando de válvulas variável para gerar potência de 167/175 cv e torque de 23,2/24,2 kgfm (gasolina/álcool). Esta força é comandada por direção elétrica com compensação ativa de vibração e deriva e câmbio automático sequencial de seis marchas com opção de trocas manuais que ignoram o peso de 1.572 kg, mas a novidade mais saborosa nem requer ligar o motor: tudo isso sai por R$ 20 mil a menos que a versão Titanium, ficando em R$ 92.990.

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Thursday, February 7, 2013

Chevrolet Cobalt LS 2013

Clique para ver uma imagem dianteiraDepois dos modelos de Fiat e VW, agora é um Chevrolet que se adapta à já famosa resolução do Contran. Incorporar airbag duplo e freios ABS à versão LS faz o sedã compacto passar a sair de fábrica com tais itens em todas as configurações que oferece. Outra notícia interessante é que não houve acréscimo de preço, o que lhe permite continuar somando ar-condicionado, banco traseiro bipartido, chave canivete, direção hidráulica, interior em dois tons e rodas de aço aro 15” por R$ 39.980, sempre com o motor 1.4 flex.

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Wednesday, January 30, 2013

Hyundai HB20X

Hyundai HB20XTalvez você lembre da intenção principal que a Hyundai teve ao iniciar toda esta empreitada que atende pelo nome de HB20. Para alcançar uma participação de mercado pelo menos no nível de Citroën, Renault e Peugeot, por exemplo, a coreana manteve a excelente fama iniciada com os modelos mais caros mas agora a estende às categorias de volumes maiores. Em outras palavras, depois de criar um compacto exclusivo para o Brasil, quem poderia duvidar que o próximo passo seria competir entre os aventureiros urbanos?

Como era de se esperar, as imagens oficiais e a publicidade da marca dão a ideia de que este carro consegue transpor trilhas que na realidade pertencem ao naipe de legítimos jipes. Os fatos, no entanto, são que o HB20X traz alterações de monta bem menor, porque sua intenção na verdade não é tão grande assim. A Hyundai brasileira acaba de colocar em prática o que os concorrentes da novidade com certeza farão assim que os seus modelos chegarem à época das novas gerações: aproveitar as vantagens de prever estas versões desde o começo do projeto. Carros como 207 SW, Fox e a própria Palio Weekend surgiram todos antes de este gosto virar uma moda tão forte, de forma que quando ela chegou os fabricantes precisaram recorrer a adaptações. Já o HB20 é um dos primeiros a contar com tal variação de nascença, o que lhe permite resultado visual bem melhor: ele troca o excesso de apliques de plástico, por exemplo, por parachoques exclusivos. Seu ar mais agressivo se faz com aspecto mais volumoso e itens como a grade dianteira bem maior, combinando com o bom gosto dos demais acessórios como o rack de teto e as rodas de liga leve exclusivas. É nada mais que repetir em escala de menor preço o que fabricantes como Audi e BMW fazem há alguns anos com os pacotes esportivos: projetá-los em paralelo com o desenho padrão do carro permite a esses kits complementar o estilo do mesmo, em vez de bifurcar as atenções.

Hyundai HB20XAlém disso, a ausência de mudanças mais extremas como o estepe direcionado à tampa traseira só volta a confirmar que a Hyundai deixou os extremos para seu crossover compacto, que terá a base do HB20 mas chegará nos próximos anos. As únicas mudanças da cabine foram os bancos com dupla costura, pedaleiras em alumínio e o volante revestido em couro na versão Premium, o que tem seu lado bom e ruim: trata-se de ter mantido um interior cuja qualidade já tem ótima aceitação do público, mas simples mudanças como cores de revestimentos e de luzes teriam dado ar muito mais condizente com a proposta da versão nova. O carro sempre usa o 1.6 16v flex de 128 cv, e a versão Style (R$ 48.755) traz de série airbag duplo, ar-condicionado, computador de bordo, Bluetooth, direção hidráulica, farois de neblina, rodas de liga leve aro 15”, sistema de som multimídia (sem CD player) com comandos no volante, trio elétrico e cabine com bancos em azul e console em preto. A Premium (R$ 51.255) soma ar-condicionado mais sofisticado, banco traseiro bipartido, chave multifuncional, palhetas Aeroblade, sensores de estacionamento e crepuscular, vidros com função one-touch e a curiosa opção de trocar o sistema de som por um que traz CD/MP3 player mas perde a conexão Bluetooth, esta opção sem custo extra. É uma pena que os preços sejam salgados já usando o câmbio manual: a caixa automática de quatro marchas passa as versões respectivamente a R$ 51.955 e a R$ 54.455.

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Wednesday, January 23, 2013

Peugeot 208 Premier

Clique para ver em alta resoluçãoSe você sempre leu as várias publicações da imprensa especializada sem dar muito crédito aos comentários de que este hatchback é um lançamento de extrema importância para a Peugeot brasileira, o anúncio oficial da série que motiva este artigo é a prova que lhe faltava. Já se sabe há muito tempo que o estiloso compacto francês chega ao país em muito breve, e é justamente por isso que o início de sua produção se fará com toda a pompa e a circunstância que só uma edição limitada consegue providenciar.

Muito já se comentou no artigo prévio ao lançamento do 208 sobre o quão necessária era a sua chegada ao Brasil, por motivos variados. Em tempos de concorrência cada vez mais acirrada, oferecer o produto mais atraente da categoria é um objetivo cuja importância já está superando até a de oferecer o produto mais barato, o que se pode ver como mais uma prova de que nosso mercado continua evoluindo. Infelizmente ainda existe muito o que melhorar, mas não se pode negar que em um aspecto nosso público já se equipara ao dos mercados mais exigentes do mundo: ainda que os carros em questão sejam muito diferentes, o brasileiro em geral já superou a época de ter como prioridade única e inabalável aos fatores racionais, seguidos de perto pelas “leis da sabedoria popular”. Questões como desvalorização, facilidade de revenda ou mesmo o tempo que a marca atua no país estão decidindo cada vez menos compras, e cedendo espaço nos cálculos do consumidor a conforto, desempenho, estilo e sofisticação, entre outros. Isso significa que estamos cada vez mais abertos a experimentar as novidades do setor, o que desencadeia uma série de vantagens: um mercado receptivo estimula que cheguem novas empresas e que as antigas ofereçam novos produtos, tornando a oferta final maior do que nunca. E com cada vez mais concorrentes, não resta outra solução às empresas senão melhorar o que vendem. Mas além da forma óbvia de se realizar essas melhorias, como os aspectos citados que o 208 atende com maestria, outro é a necessidade de cada marca achar a sua forma de se diferenciar.

Peugeot 208 PremierExplicar isso nem requer sair do Grupo PSA: basta envolver o Citroën C3, que é o “primo de projeto” do 208. Ambos compartilham plataforma e trem-de-força, mas cada uma cuidou de todo o demais por si só. Design exterior e interior, oferta de itens e arranjo da lista de versões são elementos muito fáceis de modelar, de forma se trabalha neles para firmar a personalidade que cada carro oferece, de forma que mesmo atuando na mesma faixa de preço, esses dois compactos jamais disputem um mesmo cliente. Ou seja, o nível de tecnologia do C3 ganha uma interpretação muito mais esportiva com o modelo da Peugeot. A série Premier tem previsão de entrega para março, um mês da chegada oficial do 208 ao país, e como era de se esperar vem em tiragem de 208 unidades por R$ 54.990 cada – como a marca fez sua pré-venda pela internet há algum tempo, é de se esperar que todas já tenham dono. Seus itens exclusivos são a cor externa fosca e as rodas diamantadas exclusivas, revestimento em couro para alavanca do freio de mão e parte dos bancos, manopla do câmbio cromada e pedaleiras de alumínio. É um pacote fechado que ainda conta com seis airbags, ar-condicionado bizona, central de entretenimento com touchscreen, Bluetooth e GPS, farois com LEDs, freios ABS com EBD e sensores crepuscular, de chuva e de estacionamento dianteiro e traseiro, entre muitos outros itens. O motor é sempre o 1.6 16v FlexStart, de até 122 cv.

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Sunday, January 20, 2013

Hyundai HB20 2013

Clique para ver em alta resoluçãoEm quatro meses ele já muda para a linha 13/13. Os sistemas de som ganharam Bluetooth, com a versão Comfort 1.6 diferindo das mais caras por vir com tela menor, entrada USB no som (as outras a têm no console) e sem CD player. Seus volantes somaram as teclas de ligações, e os vidros elétricos agora são um-toque e se acionam pela chave. As luzes do painel ficaram todas em azul, vieram palhetas do limpador tipo flat-blade e novos detalhes internos cromados para Comfort Style e Premium e prateados quando com 1.0, entre outros.

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Friday, January 18, 2013

Volkswagen Gol e Voyage 1.6 2013

Clique para ver uma foto do VoyageEste tipo de notícia vai ser muito frequente no decorrer deste ano. Logo depois de a Volkswagen fazer a linha completa do Fox sair de fábrica com airbag duplo e freios ABS de série, é a vez de a linha de entrada receber os equipamentos de segurança em algumas de suas versões. Para atender as resoluções do Contran de ter 60% dos modelos atuais com os itens, agora sua oferta se estende de série a todas as versões de hatchback e sedã que contam com o motor 1.6 de potência de 101/104 cv e torque de 15,4/15,6 kgfm.

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Sunday, January 13, 2013

Hyundai i30 2

Clique para ver em alta resoluçãoVocê lembra de quando o i30 fez sua estreia no Brasil? Enquanto o Sonata começava a revolução de estilo que deu importância mundial à Hyundai, o hatch médio focou no custo/benefício para tentar firmar a marca entre nós, que até então era representada apenas pela importadora Caoa. Mas mesmo com aquelas propagandas de ufanismo cômico, o fato é que aos poucos ele conseguiu prosperar no país, ganhando uma aceitação tão grande que sua segunda geração agora chega em um contexto totalmente diferente.

Além do fato de o modelo destas imagens ser uma geração completamente nova, as diferenças entre ele e o i30 antigo têm outra razão muito importante: elas correspondem a diferentes fases da Hyundai. Lançado em 2007, o primeiro não fugia da sina que acometeu os carros coreanos nessa época: eles usavam construção moderna e já não pareciam tão antiquados como na década anterior, mas não havia inspiração. Eles eram bem diferentes entre si e não haviam muitos desenhos extravagantes ou desequilibrados, mas não chamavam atenção. Careciam de destaque, de algo que fizesse o cliente olhar para um Hyundai, Kia ou SsangYong buscando algo além de um simples meio de transporte. A fase atual do Sonata e a chegada do Kia Soul provocaram enormes mudanças nessa reputação porque as marcas aproveitaram a oportunidade para passar por uma completa melhoria. Pouco a pouco renovaram todos os modelos à venda e criaram novos e melhoraram a qualidade de construção e apostaram em projetos modernos. Isso tornou sua presença cada vez mais importante mesmo nos mercados mais exigentes, a ponto de exercer ameaça até ao mercado das marcas mais tradicionais. Hoje em dia se considera um Hyundai ou um Kia pelas mesmas razões que um Honda, Peugeot ou VW, por exemplo.

Hyundai i30Com isso, depois de se estabilizar nessa posição muito mais confortável, o começo da presente década permitiu certo relaxamento para os coreanos. Nunca no sentido de deixar seus produtos ao sabor do passar do tempo, mas sim sem a necessidade de inventar outra revolução estilística a médio prazo. Isso culmina com a nova geração do i30 porque seu lançamento mundial feito no ano passado mais uma vez comprova que a Hyundai agora se dedica a aperfeiçoar o que criou. O hatchback das fotos passa a ser uma versão dois-volumes do Elantra, para aproveitar a excelente aceitação que ele já garantiu mundo agora – aqui os nomes diferentes se mantiveram, mas nos Estados Unidos o i30 é chamado Elantra GT. Claro que nada disso impediu o i30 de ter suas particularidades de estilo, muito pelo contrário. Enquanto o irmão aposta numa profusão de cortes com formas mais arredondadas, o estilo do hatchback é mais retilíneo. Talvez para agradar os homens, a esportividade do novo i30 começa com os arcos cromados que dão uma nova interpretação à famosa grade hexagonal bipartida. Os farois esguios ainda estão lá, mas trazem um esquema interno em duas cores que combina muito bem com os vistosos farois de neblina. As laterais sugerem imponência com a linha de cintura bem elevada e em subida, e contam com muito bom gosto no recorte das janelas e na escolha de vincos. Já a traseira conta com a elegância das lanternas não tão esguias como no sedã e formas sem excesso de volume.

A cabine evoluiu muito em todos os aspectos, não só no belo desenho que mistura as cores preto e prata combinando à iluminação azul já característica da Hyundai. Até o momento o novo i30 está sendo oferecido apenas em pré-venda na rede de concessionárias, por enquanto em versão única. Ele traz airbag duplo, ar-condicionado digital, direção elétrica com três modos, freios com ABS e EBD, navegador GPS, rodas de liga leve aro 17”, sistema de som multimídia com controles no volante e sistema keyless, entre outros itens – a versão topo-de-linha agrega controles de estabilidade e tração, sensor de estacionamento e câmera de ré, entre outros. Já o trem-de-força teve mudanças dos dois tipos: o câmbio automático agora tem seis marchas, mas o motor passou a ser o 1.6 16v flex de 128 cv de potência e 16,5 kgfm de torque, que equipa o Veloster e até mesmo o HB20. Ainda se pode esperar por opções com câmbio manual e motor 2.0, esta para daqui a mais tempo, mas o maior problema do novo i30 é o preço: cobrar R$ 75.000 pela versão citada só se explica ao considerar argumentos supérfluos como o veículo ser a última novidade da marca ou mesmo que terá demanda muito grande. Sem contar que outra vez a importadora Caoa restringe a paleta de cores ao preto e ao prata.

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Tuesday, January 8, 2013

Honda Civic 2.0 16v

Clique para ver em alta resoluçãoUm ano em oito dias. A Honda já havia aproveitado o último Salão do Automóvel paulista para anunciar as novidades de seu sedã médio esperadas para o presente mês, mas ainda não se tinha idéia de que elas também fariam o novo ano/modelo do Civic chegar tão cedo. Se é difícil afastar o pensamento de que manter este ritmo levaria os japoneses a chegar ao próximo réveillon na metade de uma linha 2058, as melhorias aplicadas ao seu carro-chefe têm tudo para fazê-lo merecer a atenção (e a garagem) de muita gente.

Sedãs médios já foram o objeto de desejo de muito brasileiro. A reabertura das importações abriu os olhos do país às vitrines do exterior de um modo geral, mas aqueles anos 1990 ainda viam marcas como Nissan, Peugeot, Renault e Toyota lidar com uma presença de mercado deficiente e as consequências que isso trouxe. Por outro lado, as marcas de luxo começavam a tentar a sorte entre nós, mas enquanto elas ainda se restringiam aos sedãs, peruas e cupês de alto luxo os japoneses davam a volta por cima nos anos 2000. Fizeram suas fábricas brasileiras e nos contagiaram com sua fama mundial de qualidade e resistência, mas merecem elogios ainda maiores porque o fizeram com veículos médios. Claro que os escalados foram veteranos como Ciivic e Corolla pelo carisma que acumulam há décadas, mas começar a atuar no Brasil daqueles tempos sem um carro popular não deixava de ser uma jogada arriscada. Contudo, seja pelo estilo moderno, cabine luxuosa ou motores eficientes, os japoneses não só prosperaram como começaram a incomodar as nossas montadoras mais tradicionais, porque expuseram a defasagem de seus equivalentes – elas ainda produziam resquícios do que foram suas linhas de luxo de outrora, cujos argumentos de venda convenciam cada vez menos clientes a não olhar para aqueles novatos mais modernos e de preço bem parecido.

Tudo isso fez essa década chegar à segunda metade ostentando uma frota de sedãs médios com nível maior do que nunca. Câmbio automático, computador de bordo, teto solar... Vários desses itens começaram a se tornar frequentes no Brasil graças ao sucesso desses carros, que ofereciam o máximo de requinte antes de se fazer o enorme salto de preço à seara de BMW ou Mercedes-Benz - era uma época em que marcas como a Ford não se aventuravam a subir com carros como o Fusion, e as do nível da Audi não cogitavam brigar no segmento do A1. Ou seja, o “luxo acessível” do Brasil se formava com nomes como Bora, Focus, Marea, Vectra e as gerações contemporâneas dos japoneses mencionados. Isso lhes deu a adoração de uma clientela sóbria, feita por empresários de meia-idade e em geral de situação financeira confortável, dando aos tais sedãs a reputação de "carros de patrão" ou, como satirizava a antiga campanha do Nissan Sentra, "carros de tiozão". E como toda clientela fiel, agradá-lá demandou que as montadoras respeitassem certas preferências. Você lembra, por exemplo, de quando nossos carros só emplacavam no mercado usando duas portas? Situação parecida é o que começou com os motores há uns vinte anos.

A razão pode ser a excelente fama de exemplos como o AP-2000 da Volkswagen, o Família I da Chevrolet ou os multiválvulas com e sem turbo da Fiat, ou mesmo o desejo de contraposição à fama de “carro barato” associada aos 1.0, mas o fato é que os motores 2.0 viraram o perfeito complemento à imagem de luxo que os modelos médios têm no Brasil, especialmente os três-volumes. Os benefícios do downsizing hoje já conseguem estender a boa aceitação aos 1.8, mas abaixo disso somente se tiverem algo de muito especial - é o caso dos 165 cv do 1.6 THP usado por Citroën e Peugeot. A Honda aplicou seu novo motor em estratégia parecida à do Corolla, com o 1.8 16v de agora restrito à versão LXS (R$ 66.690). Já a novidade se destina às duas superiores, que trocaram de nome para LXR (R$ 74.290) e EXR (R$ 83.890). Trata-se de um 2.0 16v i-VTEC flex de 155 cv de potência e 19,5 kgfm de torque (com etanol) com sistema para aquecer a gasolina em dias frios, dispensando o tanque secundário e sua tampa ao lado do capô. Ele também traz o modo Econ e seu botão verde no painel, e sempre estará associado ao câmbio automático de cinco marchas, cuja opção de trocas sequenciais se fará por borboletas atrás do volante. Além disso, a versão LXS ganhou um novo câmbio manual com seis marchas e mantém a opção do automático (R$ 69.900).

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Saturday, January 5, 2013

Fiat Palio Attractive 1.0 2013

Clique para ver em alta resoluçãoSe semanas atrás o Uno ganhou a novidade, por que não o seu irmão maior? Agora é o Palio que incorpora o kit HSD de série também na versão de entrada, passando com isso a oferecer airbag duplo e freios ABS com EBD como itens de série em todas as suas versões – até então era possível configurá-lo até com teto solar e sem esses equipamentos. O já esperado aumento de preço ficou em R$ 1.100, fazendo o novo Palio partir de R$ 30.590. Esta opção usa o motor 1.0 Fire Evo, com potência e torque de até 75 cv e 9,9 kgfm.

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Friday, January 4, 2013

Fiat Palio e Strada Adventure Dualogic Plus

Clique para ver a foto da Strada AdventureDirigibilidade melhorada é a arma dos pioneiros Fiat Adventure para 2013. Tanto station wagon como picape (esta apenas na opção de cabine dupla) trazem a nova fase do câmbio automatizado Dualogic, cujo funcionamento fez grandes evoluções na suavidade e agora traz as funções Creeping e Auto-up Shift Abort, que por sua vez facilitam operações cotidianas como baliza e retomadas. Os dois modelos não tiveram outras alterações, mantendo também o motor 1.8 16v e.TorQ de potência e torque de até 132 cv e 18,9 kgfm.

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Thursday, January 3, 2013

Fiat Mille e Uno Xingu

Clique para ver a imagem traseira do UnoVocê lembra da série especial que o Doblò recebeu no final de maio passado? Curiosamente depois de pouco mais de sete meses é que ela se estendeu, chegando agora aos dois hatchbacks que formam a base da gama da Fiat brasileira. Assim como a multivan, Mille e Uno homenageiam o filme que conta a história dos indigenistas Villas-Bôas e da criação do Parque Nacional Xingu, ao mesmo tempo que traz excelente custo/benefício para os veículos com três kits de itens que incluem acessórios exclusivos.

Antes de partir para os comentários sobre a série especial, vale a pena dedicar-se à inevitável comparação entre Mille e Uno porque enquanto o mais novo recebe esta novidade apenas como uma a mais, para o veterano é muito provável que estes sejam seus últimos quinze minutos de fama. Se a completa diferença visual não for suficiente, basta lembrar que o novo Uno chegou ao mercado quando o antecessor completou 26 anos de Brasil. Mas isso está longe de ser um demérito: você lembra que na VW se cogitava substituir o Gol primeiro pelo Polo e depois pelo Fox, mas o sucesso de vendas do veterano acabou fazendo os dois procurarem outros segmentos e conviver com ele? Pois na Fiat quem tem o espírito de Highlander é o Uno original. Ele substituía a linha 147 em 1984 com muitas vantagens e apelo futurista e, assim como o pioneiro de Betim (MG), chegou a formar toda uma família de carrocerias – eram o sedã Premio, a perua Elba e a picape Fiorino. Mas quem resistiu ao passar do tempo foi o Uno Mille, de 1990: era a versão de custo muito baixo que quis aproveitar os então recém-aprovados incentivos fiscais do Governo para carros populares. Foi tão bem-recebida que ganhava cada vez mais prioridade da Fiat à medida que a família Uno envelhecia, com versões mais equipadas mas que nunca perdiam o apelo original.

Fiat Mille XinguAliado ao sempre válido argumento de ser um dos veículos mais baratos do país (por vezes chegando ao superlativo), isso fez o Uno resistir à chegada do Palio, em 1996: a família que o sucessor viria a formar deixou o veterano “órfão”, mas o hatchback sobreviveu como veículo de entrada e apenas chamado de Mille. Suas vendas continuaram tão boas que não se ameaçaram nem com a idade do carro, a ausência de mudanças profundas, a chegada de rivais das outras marcas ou mesmo as versões mais baratas do próprio Palio. Foi um sucesso tão grande que motivou a Fiat a criar uma nova geração para ele mesmo mais de vinte anos depois da chegada da primeira, mas dessa vez focando na categoria de entrada já “de nascença”. Agora com a linha modernizada, a Fiat não depende mais do Mille na categoria de base, de forma que poderá cumprir a obrigatoriedade de freios ABS e airbag duplo em toda a linha sem fazer investimentos caros (mas paliativos) em um modelo já muito antigo. Com isso, a “bota ortopédica” dos anos 80 chega ao que só pode ser sua última novidade, um kit de equipamentos que parte da versão Way. Levando o preço a R$ 27.800, o compacto incorpora de série revestimento parcial dos bancos em veludo exclusivo da série, direção hidráulica, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, predisposição para rádio e travas e vidros dianteiros elétricos.

Fiat Uno XinguCompletando as informações sobre a série especial, o irmão mais novo traz comedimento em mudanças visuais bem parecido, contando apenas com os adesivos da série nas laterais e na traseira, mais especificamente entre maçanetas e as janelas do Uno e acima das soleiras no Mille e na tampa do porta-malas de ambos. Mas além disso o modelo mais novo também traz os bancos com veludo exclusivo com regulagem de altura para o motorista e adiciona computador de bordo, direção hidráulica, farois de neblina, parabrisa com faixa dégradé, predisposição para rádio e travas e vidros dianteiros elétricos. Para o Mille a série vem com o pacote Xingu 1, ao passo que o Uno usa Xingu 2 e Xingu 3, respectivamente para suas opções com motor 1.0 e 1.4. Ainda na ordem, eles levam os preços das versões a R$ 33.620 e R$ 37.185. Em ambas animações, os veículos na cor prata são os exemplares da versão Xingu, ao passo que as demais imagens representam as respectivas versões Way convencionais.

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Friday, December 28, 2012

Volkswagen Fox 1.0 2013

Clique para ver em alta resoluçãoMais um veículo brasileiro se antecipa à obrigatoriedade que valerá em 2014. Dessa vez é o segundo degrau da linha de compactos da marca alemã que incorpora airbag duplo e freios ABS como itens de série em todas as versões que trazem o motor 1.0 flex, que por sua vez gera potência e torque de 77 cv e 10,6 kgfm. Com isso o Fox passa a sair de fábrica trazendo estes equipamentos em toda a sua gama, mas naturalmente isso trouxe um acréscimo à lista de preços básicos: as versões 1.0 ficaram R$ 1.350 mais caras.

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Thursday, December 27, 2012

Fiat Palio e Uno Interlagos

Clique para ver em alta resoluçãoQuem disse que a última semana do ano estaria livre de novidades? Quando todos achavam que o ciclo da Fiat para 2012 foi concluído com a série especial do Linea, os entusiastas da marca recebem agora outra grata surpresa. A dupla de hatchbacks homenageia o famoso circuito paulista com a própria edição limitada, que chega ao mercado com uma excelente relação custo/benefício envolta numa embalagem cujo foco é a esportividade. Neste artigo você poderá conferir mais detalhes da oferta que cada modelo faz.

Como já se comentou no texto do próprio Linea Sublime, investir em mudanças profundas demais não é válido porque a intenção destes modelos não é apresentar toda uma nova versão, mas sim um pacote diferenciado com base em uma das que já se vendem normalmente. No caso dos hatchbacks deste artigo, o ponto de partida não poderia deixar de ser a versão Sporting. O primeiro destaque é o exclusivo amarelo Interlagos, que vem como única opção para a série (não confundir com a cor das versões Sporting comuns, o amarelo Indianápolis). O esquema de cores se faz combinando-o com o preto brilhante de detalhes como as capas dos retrovisores e o spoiler traseiro, além das rodas de liga leve com pintura exclusiva. Já o interior traz costuras amarelas em bancos e volante. Outra excelente notícia é que o pacote de itens é completo para ambos, sem opcionais. Isso significa ar-condicionado, conexão Bluetooth, pedaleiras esportivas, vidros e travas elétricos, sistema de som multimídia e todo o pacote visual interno e externo para o Uno por R$ 36.830. Já o Palio agrega comandos satélite do som, retrovisores elétricos e o teto solar Sky Window, ficando em R$ 43.860. Quanto aos motores, o primeiro continua apenas com o 1.4 Fire Evo e o segundo apenas com o 1.6 16v e.TorQ.

Fiat Palio e Uno Interlagos

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Friday, December 21, 2012

Chevrolet Montana Combo

Clique para ver a foto traseiraAs entregas de fim de ano passam a ter mais um voluntário. Feita em fibra de vidro, a cobertura da caçamba encerra um volume de 3,3 m³ que pode levar 758 kg. O furgão sempre partirá da versão LS 1.4 flex da picape, partindo de R$ 40.474. O pacote R6W inclui banco do motorista com regulagem de altura e protetor de caçamba, o R6X (R$ 43.006) soma computador de bordo, direção hidráulica e rodas de 15”, e o R6V (R$ 47.115) agrega alarme, ar-condicionado, travas e vidros elétricos e sistema de som multimídia.

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Thursday, December 13, 2012

Fiat Linea Sublime

Fiat Linea SublimeSéries especiais são um dos vários coringas que as montadoras automotivas aplicam em suas estratégias de vendas. O principal apelo é o toque de distinção que trazem em relação às versões comuns, feito com itens como rodas e cores exclusivas, mas o conjunto se torna sempre irresistível porque tudo isso sempre tem a companhia de pacotes de itens a preços bem menores que os convencionais. Agora a Fiat aproveita a época de fim de ano para oficializar a chegada da primeira edição especial de seu sedã médio no Brasil.

Este toque de distinção mencionado é uma constante entre esses carros, mas é interessante observar que ele pode vir das mais diferentes razões. O Chevrolet Monza 650 dos anos 1990, por exemplo, comemorava a produção de 650 mil unidades do modelo no país. Já a VW fez o Gol “bolinha” homenagear as Olimpíadas de Atlanta e até uma vinda dos Rolling Stones. Por outro lado, a Renault e a própria Fiat fizeram séries especiais de Clio Sedan e Palio apenas porque haviam feito parceria respectivamente com O Boticário e MTV. Nem sempre é necessário apostar em motores novos, exagero na diferenciação visual ou outras ideias similares porque grande parte dos clientes dá mais atenção à melhoria de custo/benefício, na verdade. São pessoas que precisavam apenas de algo que lhes resolvesse a indecisão entre as opções da faixa de preço considerada, ao passo que os que têm a diferenciação como prioridade são minoria. Algumas semanas antes a Peugeot trouxe proposta parecida à deste Linea com seu 408 Limited, mas ali o foco foi aumentar a tecnologia embarcada. O caso da Fiat é um tanto mais amargo porque por mais que seu sedã médio tenha linhas muito bem-resolvidas e conjunto fácil de agradar, sua aceitação pelo público sempre se viu atrapalhada por ter origem no Punto.

Fiat Linea SublimeEnquanto ainda não se sabe se nosso modelo será sucedido pelo Viaggio ou apenas receberá o face-lift do equivalente turco, a série Sublime chega semanas depois da exposição no último Salão do Automóvel, começando em R$ 55.480. Sua base é a versão Essence, mas o maior destaque fica pelo exclusivo branco Kalahari, única opção da série. Vieram também as rodas diamantadas de 17” com parafusos antifurto e sensores de estacionamento traseiros, ao passo que a cabine surpreende com o bonito revestimento de couro Sabbia marrom para bancos, painel e portas. O modelo traz um pacote de itens que inclui apoia-braço central e saída de ar-condicionado adicional para o banco traseiro, mas de resto é o mesmo Linea de sempre, um sedã médio de dimensões um tanto menores que as dos líderes Honda Civic, Toyota Corolla e Chevrolet Cruze, mas com a vantagem de sua presença menos comum nas ruas preservar sua imagem sem se banalizar. Sem contar na exclusividade do acesso ao clube Fiat L’Unico, que dá uma extensa série de benefícios aos clientes. Com garantia de três anos, o Linea Sublime pode usar câmbio manual ou o recém-lançado automatizado Dualogic Plus, que faz seu preço passar a R$ 58.390 – o motor é sempre o 1.8 16v e.TorQ de até 132 cv.

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Sunday, December 9, 2012

Fiat Uno Vivace 2013

Fiat Uno VivaceAgora o hatchback completa o que começou meses atrás. Incluir o kit HSD de série em sua versão de entrada lhe faz ser um dos poucos modelos de entrada a sair de fábrica com airbag duplo e freios ABS em todas as versões. A marca italiana aproveita para se antecipar à obrigatoriedade destes itens para 2014 mas sem alterar o restante do carro, incluindo o 1.0 flex de 75 cv. Aqui o kit também sairá mais barato que quando vinha como opcional: o Uno agora parte de R$ 25.260 com duas portas e R$ 26.930 com quatro.

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Friday, December 7, 2012

Ford EcoSport 4WD

Clique para ver em alta resoluçãoQuem disse que a Ford quis esperar? Se a apresentação oficial das duas novidades do EcoSport de segunda geração fazia pensar que ele só as receberia no começo do ano que vem, o modelo acabou recebendo o câmbio PowerShift já em 2012, poucos dias atrás. E quando menos se espera, a montadora não perde tempo e já passa a oferecer a tração integral para seu crossover de sucesso. Mas além do ato de oferecer esses itens a Ford merece crédito também pela forma como o fará. É o que você vai entender lendo este artigo.

Quem já leu o artigo deste blog sobre a chegada do tal câmbio automatizado ao novo EcoSport provavelmente chegará a este novo texto com curiosidade sobre o que a Ford fez para manter o alto nível que estabeleceu para o jipinho. Pois a resposta mais uma vez vem do exterior: o sistema de tração integral vem do recém-reprojetado Escape, que também será vendido como o novo Kuga (um nome vai para os EUA e o outro para a Europa) e que no Brasil competiria entre os crossovers médios. Trata-se de um sistema de operação permanente, que opera em conjunto com os controles de tração e estabilidade para que o carro tenha sua rodagem eletronicamente monitorada a todo momento, permitindo que sempre se tenha uma distribuição eficiente de torque entre os eixos. Mas nem por isso ele perdeu aquele botão 4WD no painel, que fez a fama dessa versão na geração anterior: aqui a tração integral nunca se desativa, mas a tecla serve para dar força extra para as rodas traseiras. Este carro outra vez vem sem marcha reduzida porque incursões off-road profundas demais realmente não são a sua intenção. Mas ele supre parte de sua falta com o câmbio manual exclusivo: suas seis marchas têm escalonamento mais curto que a transmissão das demais versões.

Outra troca interessante é a suspensão, que abandona o eixo de torção dos EcoSport 4x2 pela multibraço independente com barra estabilizadora, que tendem a melhorar o comportamento do carro. Além disso, ele traz protetor de cárter e rack de teto de série, além de manter os pneus de uso misto e os 20 cm em relação ao solo da versão FreeStyle. Mas mencionar esta versão leva à grande sacada da Ford com as versões. Oferecer um carro em versões demais termina subdividindo seu público de forma tal que nenhuma alcança vendas grandes. Então, em vez de criar uma opção nova só para o câmbio automatizado e outra só para a tração integral, a Ford preferiu adaptá-las ao que já havia criado para a oferta inicial. A partir daí, o pulo-do-gato consistiu apenas em usar o bom senso: esquecer a troca de marchas é algo que combina muito mais com quem leva as versões urbanas do modelo, como a Titanium do carro laranja das imagens. Já a tração 4x4 é a alegria dos que preferem o visual mais aventureiro e informal… caso da versão FreeStyle. Esta passa a ser o único nível de acabamento do novo EcoSport que recebe o sistema AWD, com o mesmo excelente pacote de itens de série da opção equivalente com 4x2 mas custando R$ 66.090. O único opcional é o kit de airbags laterais e bancos de couro, que adiciona R$ 3.700.

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