Since Ford and Honda have released all-new generations of their big sedans, and Chevrolet will really facelift Malibu, Toyota decided to defend Camry not with style changes, but improving the interior. Since the LE entry trim, the new model-year brings much better materials, softer to the touch, along with new coatings and a combining central armrest, besides smaller additions. The SE level, in turn, has improved the safety by adding blind-spot monitoring and rear cross-traffic alert systems. There weren’t powertrain changes.
Wednesday, March 6, 2013
Toyota Camry 2013
Wednesday, February 13, 2013
Toyota Tundra 2014
Once again the North-Americans prove their love for pick-up trucks. The last months saw almost all of the best-selling competitors receiving important updates, either total or partial, with the other ones announcing theirs for soon. So after seeing Chevrolet, Ford, GMC and RAM’s updates and before Nissan’s, now it’s Toyota’s time to reveal its refreshed vehicle. Between all the carried-over items and the also many changes, the automaker has reinforced Tundra to keep defending its sales from this very ferocious market.
After arriving around the 1980s, the Japanese automakers took some time to adapt themselves to the North American preferences when it comes to cars. Those excessively neutral cars never achieved the biggest sales, but between this or taking their domestic cars, they made the best decision for that initial moment. Therefore, the following decade had Mitsubishi, Honda, Nissan and Toyota releasing successive attempts of “fitting in”, some of them becoming successful and others not. It was, actually, a matter of discovering that success would come with projecting with specific focus on that market and later applying the Eastern idiosyncrasies, rather than the other way around. This is exactly what made Tundra’s predecessor fail, in fact: T100 was intended to be a s-size truck, but didn’t have the same level of size and powertrain of its competitors. But, once again, all this learning helped the automaker to create a much better product to succeed it. Tundra still was smaller than its competitors, but became well-accepted by many other aspects, such as the V8 engines. It was only the second generation that received the so awaited bigger size, along with better engines and a series of details that finally managed to stabilish this car’s dedication to work, like having handles and internal controls big enough to be operated with gloved hands. The current restyling only preserved this potential, and dedicated itself to only adapt Tundra to the big trucks’ latest trends.
In other words, like Silverado, Toyota’s pickup had design enhancements to became “urban-elegant”, with square lines to bring an imponent impression, along with big wheels and not so many chrome details to make it classier. The two first trims will be SR and SR5, but even focusing at work, they feature an entirely redesigned cabin, with more attractive design and a great equipment package: between standard and optional items, this car can bring ABS, Bluetooth, reverse-gear camera, stability control, 18” wheels and blind-spot monitoring, start/stop and rear cross-traffic systems. Limited adds leather coating and Platinum finishes with higher-quality leather, 20” wheels, JBL sound system with twelve speakers, GPS navigator and Entune, Toyota’s infotainment system. There’s also the 1794 Edition, which is basically a Western-themed Platinum: brown leather, faux suede detailing and the exclusive wheels and external brown painting – besides, each trim now brings an exclusive front grille design. It’s the same piece, but receiving different paintings and designs turned out a very good way to make them take the attentions separately. There will be three cab styles, all with rear or four-wheel drive. The powertrain starts with the V6 4.0L with 270 hp and 278 lb-ft and five-speed automatic gearbox, while the intermediate versions bring a V8 4.6L with 310 hp and 327 lb-ft and the upmarket trims raise power and torque to 381 hp and 401 lb-ft with a V8 5.7L, the last ones with an automatic six-speed transmission.
Saturday, January 26, 2013
Toyota Prius
Esqueça o breve período em que este carro só foi visto nas ruas da capital paulista e com a cor branca e os adesivos obrigatórios para o uso como táxi. O híbrido mais famoso do planeta agora desembarca em nosso mercado com disponível para qualquer motorista, dando mais um passo de grande importância para a introdução definitiva de veículos mais ecológicos em nosso país. Mas além de todo o enorme carisma que esse carro apresenta, este artigo irá mostrar um pouco do que faz do Prius um carro tão adorado.
Entrar no mundo dos carros elétricos e híbridos requer ver o conceito de carro de uma maneira totalmente nova. Aqui a função de transportar não tem como segunda prioridade desempenho, luxo ou preço baixo como normalmente se vê, mas sim à eficiência. Estes carros focam em realizar sua função principal com os menores consumo de combustível e emissão de poluentes possíveis, de forma que aqui são os outros aspectos que fazem concessões a aqueles. Tudo isso parece muito interessante de ver, mas já representou grandes dificuldades nos primórdios do carro elétrico moderno. A questão é que essa tecnologia só voltou a se desenvolver com mais força na década de 1990, de forma que ainda não existia nada avançado demais. Em outras palavras, o famoso Saturn EV1 e seus contemporâneos não podiam escapar de baterias caras e pesadas, autonomia curta, desenho desagradável e custos altos para comprar e manter, um pacote não exatamente sedutor. Claro que a imagem de famosos comprando carros ecológicos para uso pessoal trouxe ajuda enorme à sua popularidade, mas isso não surgiu já de início. Como as marcas continuavam a investir nessa tecnologia, ela só prosperou quando as mencionadas concessões por parte do consumidor começaram a diminuir.
A fama mundial do Prius só foi começar com a segunda geração, de 2003: o desenho ficava muito mais caprichado, as baterias permitiam maior autonomia e a habitabilidade foi melhorada. Sem contar que neste momento já existiam cada vez mais concorrentes, como o Honda Insight. O futuro desses carros passou a ser ganhar as mais variadas melhorias, porque isso só lhes deixou mais próximos do que o cliente sempre esteve acostumado: era difícil fazê-lo trocar o carro com o qual tem costume por modelos que tinham aquelas desvantagens. Hoje em dia já se provou que tudo isso ficou no passado, primeiro para os híbridos e depois para os elétricos, mas existem concessões “menos graves” que ainda não se podem dispensar mas estão longe de trazer problemas. Um caso é o estilo do Prius: assim como em Leaf, Volt e similares, apurar a aerodinâmica é fundamental para evitar que o arrasto desperdice energia. Aqui se usa o chamado Kammback, em que a suave ascensão da dianteira à capota simula a forma ideal de uma gota, mas termina num corte traseiro bem abrupto; é provado que assim se consegue efeito muito parecido ao de prolongar sua queda até o final. Se o segundo Prius trazia visual ainda insosso, a fase atual deu grande atenção a estilizar tudo o que não implique em fugir do tal formato: itens como os farois recortados, lanternas transparentes e laterais imponentes trazem semelhança com modelos esportivos.
Entrar em carros mais ecológicos já não impressiona tanto, e isso é excelente. Afinal, ainda não se veem ambientes de luxo, mas sim o mesmo que trazem carros a combustão com porte similar, talvez com um toque extra de modernidade por causa das telas em LCD do Prius. O modelo brasileiro traz pacote muito parecido ao dos demais com preço ao redor dos R$ 120.830 que pede, em que os destaques são bancos e volante em material sintético ecológico, sistema de som multimídia com Bluetooth e mapas, entrada sem chave, heads-up display (HUD), sete airbags, freios ABS com EBD e controles de tração e estabilidade, entre outros. Há o motor de ciclo Atkinson a gasolina e o elétrico de 650 V de potência, que combinados geram um máximo de 138 cv, com câmbio CVT. Não é um número surpreendente porque o sistema nunca chega a usar os dois motores nas faixas de potência máxima. Também existe a frenagem regenerativa, o que permite explicar o esquema de funcionamento desse carro como se vê em seu hotsite: a partida e o uso em baixas velocidades se fazem somente no modo elétrico. Em velocidade constante os dois motores se revezam segundo o que for mais eficiente, as altas acelerações usam a maior força do motor a combustão, as desacelerações são aproveitadas para recarregar as baterias e ao parar o carro se usa o sistema start/stop, que desliga o motor até que se dê um toque no acelerador.
Wednesday, December 12, 2012
Toyota Prius Táxi
Se você mora em São Paulo, é muito provável que já tenha visto o Nissan Leaf rodando como táxi. Meses depois, o mais novo automóvel “verde” a integrar a praça da capital paulista é nada menos que o híbrido mais vendido do planeta. Seu Programa de Táxis Híbridos viabilizou a entrega de vinte unidades do Prius a algumas empresas, que começarão a rodar já nesta semana. Outra excelente notícia é que o modelo teve suas vendas particulares adiantadas, e chegará a todo o Brasil em forma oficial já no próximo mês de janeiro.
Saturday, December 1, 2012
Toyota RAV4 4
Toyota’s biggest presentation at the Los Angeles Auto Show is also a big, four-wheeled contrast. This very famous crossover used the North-American event to make the worldwide debut of its fourth generation, but this moment can be seen in two different ways: some can complain that it became only one more crossover like the dozens there are released each year, while others applaud Toyota for using a proven-success formula to promote their brand new visual identity. After reading this article, which side will you take?
Do you remember the first-generation RAV4? The year of 1994 received a tiny two-colored Toyota which was very similar to Suzuki Vitara in both style and conception: in that distant era when nobody referred to cars with “crossover”, these Japanese brands showed their cars wanting nothing more than reducing the normal off-road size and wrapping it in a funner and more casual design, which was helped by the removable roofs. It wasn’t difficult for RAV4 to achieve success around many countries, which led Toyota to expand its offer into a five-door version, with bigger space to seat five but with a more familiar approach, investing in a more classic appearance. And this was enough to make it worth receiving a whole new generation in 2000. The car took this opportunity to evolve its original concept, giving it a much more modern design and more sophistication, even though losing the “direct connection” with the sky. But at this time RAV4 faced a different market, which started to prefere two-door cars only in sporty or cheap versions. So the third generation came in 2005 with the opposite of the initial idea: there was only a five-door option and a more urban design than ever, with several style items that weren’t even close to resemble that 1990s little 4x4 which seemed to be ready for any obstacle.
But there’s no argument with numbers, specially when they’re bringing cash. Even though this car debuted with a very nice idea at that time, in nowadays people seem to have decided what they really want to drive. So instead of insisting on that Sunday-beach body, Toyota reprojected their “Recreational Active Vehicle with 4-wheel drive” as a true urban crossover, with bigger size and much more sophistication – if the first two phases shared Corolla’s platform, it passed to using Camry and Venza’s. The urban dedication comes with hiding the spare tire under the car, instead of carrying it on the trunk lid as it used to. However, it’s undeniable that this enables RAV4 to show the mentioned Toyota’s new style rules: the front became more aggressive by joining the headlights and the grille into one V-shaped element, which is only divided by the brand logo. Besides that, the entire car became more elegant, using straight lines with nothing but the right size of volumes and creases, not to mention the tail lights: the beautiful horizontal design shown by the pictures leads to very high expectations for cars such as the next Corolla. The interior brings more luxury than ever, with plenty of space for five occupants and items such as dual-zone air conditioner, reverse gear camera, blind spot monitor and eight airbags. The s traction now works only on demand, and the V6 engine was dropped: there will be only the 2.5 with 170 hp and a new automatic transmission, with six speeds.
Friday, November 2, 2012
Toyota Avalon 4
After debuting its new generation at the last New York Auto Show, Avalon now receives its new price list. This means Toyota is about to start selling one of their most important vehicles of the latest times, considering the changes that were applied and the market category in which this car competes. While some competitors focus at their tradition, like Chevrolet Impala, this sedan wants to prove that it’s possible to please the wealthier families offering the luxury they’re used to have with a style that never had followed it before.
Avalon could achieve all that mentioned boldness without big limitations only because it was time to receive a whole new generation. This comes from the fact that even though the brand decides do change their style rules at some time, those updates will always take some time to be effectively seen. They can start them by releasing one new model as a symbol of what to expect from the next years, but there’s always the fact that a big automaker’s cars are always each one at a particular moment of its lifecycle. This means that some already need a new project, but others can have only a half-life face-lift and others don’t even need to change at all, and all those conditions need to be respected not only to avoid the financial losses from making big investments without the previous ones being satisfactorily recovered, but also to avoid a massive customer complaint, since they would see their cars becoming outdated in much less time than what’s expected. That’s the reason why the North-American Toyota’s showroom (to restrict this text to the market where Avalon is sold) has received Camry’s current generation one year ago while the Prius family (started in 2010) will remain unchanged for some years and Corolla will receive its new generation soon, since the current one arrived in 2009.
In fact, the biggest Toyota sedan of that market was so acclaimed that it was said it’ll be the visual inspiration for the next Corolla, planned to be revealed in 2013. This approval starts with the stylish exterior, composed of modern lines who follow Toyota’s nice idea of applying the most recent trends in car design without forgetting the typical Japanese cars’ ones. This explains why Avalon brings European ideas such as a much shorter third volume to remind the coupe rear (like Mercedes-Benz does with CLS) but also the design of the lights and air intakes, with visually aggressive cuts like most of the Eastern cars of the past few years. This “recipe” is common among the latest Honda, Hyundai, Kia or Mitsubishi cars, for example, but usually at compacts, crossover or sports cars because those categories tend to attract young customers, and because of that focus at emotional appeals. However, a family sedan, specially at the US, deals with the strong traditions built around them. Their main public are older couples, who twenty years ago used to drive Chevrolet Impala, Chrysler Concorde and Ford Taurus, therefore used to much more classical cars.
As its compatriot Honda Accord, Avalon’s previous generations actually followed those rules because of the Japanese automakers’ decision of starting North America’s operations with more neutral cars in order to achieve better sales at that first time. Today they all are much more than popular around there, but if the eighth Accord still offers a classical style, Toyota’s sedan seems to want to revolutionize this category. Sharing platform with its “richer cousin” Lexus ES, it not only has a sophisticated construction as brings lots of comfort and technology items: the interior’s wooden details come with three-zone air-conditioner, heated leather seats, GPS navigation, sunroof and the multimedia system with a 7” touchscreen at the central console. The basic Avalon had a 6,6% price reduction from the previous generation and now starts at US$ 30.990. Its trim levels will be XLE, XLE Premium, XLE Touring and Limited, but the engine options will be the V6 3.5 with 268 hp with automatic six-speed transmission and the hybrid one, an Atkinson 2.5 along with the electric engine and a 244 volt battery, to achieve the final 200 hp using a CVT transmission. With the last option and the most expensive trim level, Avalon reaches US$ 41.400.
Monday, August 20, 2012
Toyota Auris
Vinte dias separam hoje do começo das vendas do hatchback médio cuja versão japonesa acaba de ter as primeiras informações oficiais reveladas. A Toyota promoveu uma completa reformulação em seu modelo para enfrentar melhor a dura concorrência que se começou a formar, com as recentes gerações de Hyundai i30 e Volkswagen Golf. O Auris busca combatê-los com o melhor da escola japonesa tanto em estilo como em requinte ou na parte técnica, além de valorizar bastante tanto a esportividade como a eficiência.
Seu desenho reflete o estilo já típico dos modelos orientais, caracterizado por uma profusão de recortes e vincos para formar os elementos da carroceria. As imagens permitem concluir que suas proporções foram bem-calculadas, sem grandes áreas vazias ou excessos de traços. Porém, ele não escapa da sensação de que essa linguagem visual já está cansativa de ver. A dianteira tem seus toques de originalidade ao não combinar as grades superior e inferior, mas as laterais com linha de cintura elevada e dois vincos fortes ou a traseira com vidro estreito já são tão usados nos carros mais recentes que acabam ficando repetitivos demais. Somente na traseira, por exemplo, o caimento bem leve do teto e a vigia traseira em forma de triângulo lembram o novo Nissan Tiida, ao passo que o desenho mais abaulado na área do parachoque é a cara da solução usada no Peugeot 308. Nesse ponto, vale admitir que a receita usada pelo Golf, por exemplo, consegue lhe manter original, porque sua ideia de modernizar a receita da primeira geração sucessivas vezes acaba por lhe deixar diferente dos concorrentes.
Um aspecto importante é que os japoneses não hesitam em investir na modernidade de seus projetos. O novo Auris ficou 3 cm mais comprido, manteve a largura e ficou mais leve, passando a 1.180 kg. Sua cabine oferece opções de revestimento para todos os gostos, mesclando os detalhes prateados à cor preta para os que querem um toque jovial e moderno, ou à cor bege para dar um toque de sobriedade. O console central não oferece muitos destaques, trazendo um desenho mais horizontal – uma ausência lamentável está no sistema de som, que não conta com um item que já virou muito comum nos carros mais modernos: touchscreen. É de se esperar que este carro tenha amplo espaço interno para quatro pessoas, mas também levando um quinto ocupante sem aperto. Um ponto bom do já comentado desenho da traseira é que ela permite a boa capacidade de 360 litros para o porta-malas. Em breve serão reveladas novas informações, mas quanto à motorização já se sabe que ele virá com o 1.5 16v de 108 cv e o 1.8 16v de 143 cv, ambos usando câmbio automatizado CVT.
Falando em motores, a opção mais potente apresenta um destaque desta nova geração. O novo Auris ganha a versão RS, que expressa toda a sua esportividade com poucas diferenciações no visual mas muitas na parte interna: a cabine ganhou os bancos em revestimento exclusivo, numa combinação de bordô e preto de muito bom gosto. Além disso, se o seu motor é o mesmo das versões comuns, ele compensa com a exclusiva suspensão traseira do tipo multilink e um acerto mais apurado de dirigibilidade. Futuramente ele também terá uma versão híbrida, cujas informações até agora se resumem apenas às fotos – seu interior troca as luzes verdes por azuis e adota cores mais conservadoras para os bancos e painel. O Auris também ganhará os mercados da Europa no máximo no ano que vem, ganhando para isso produção também na planta de Burnaston, na Grã-Bretanha.
Friday, August 3, 2012
Toyota Etios
Depois do Etios Connection, evento da Toyota que passou por várias cidades brasileiras e iniciou a pré-venda do Etios, hoje se fez seu lançamento oficial. Este carro foi lançado primeiro na Índia, mas seu objetivo é difundir a marca pelos mercados emergentes. A Toyota quer aumentar suas vendas mundiais através destes países, então sua estreia entre eles precisa ser boa: o projeto moderno quer agradá-los com baixo custo e a promessa de em breve também formar sua família de modelos. Será que ele cai no nosso gosto?
Oferecer carros mais baratos em países de poder aquisitivo reduzido parece um caminho de sucesso sempre certo. O problema, porém, é que já existem muitas marcas explorando essa aparente mina de ouro. Só no Brasil já passam de vinte concorrentes, com casos de dois ou três de uma mesma marca. As vendas continuam expressivas, mas agora o nível requerido é muito maior do que cinco ou dez anos atrás. Fartura de pontos de assistência e manutenção barata há tempos não se podem mais esquecer, de forma que a regra agora é aliar tudo isso a desenho bem-resolvido, cabine cada vez mais equipada e até alguns itens de luxo, como câmbio automático ou automatizado. O caso da linha Etios começa sem tanta dedicação ao requinte, mas principalmente ao berço: desde quando Corolla e Hilux vinham de fora do Mercosul a Toyota vem angariando fama cada vez melhor quanto à qualidade de seus produtos, pelo menos aqui. Então eles esperam que esse grande trunfo ajude sua primeira linha de populares a obter êxito parecido pelo menos ao das marcas em condição similar, como Kia, Nissan e, futuramente, Honda e Hyundai.
O maior tropeço do Etios está mesmo no desenho. É difícil aceitar que a Toyota não tenha usado a experiência que ganhou com carros como Camry e Corolla para dar ao Etios um toque de elegância. Os farois são pequenos demais e a grade muito grande e bruta, em especial quando sua faixa superior vem cromada. O conjunto que formam parece querer saltar, e não encontra resposta alguma nas linhas discretas do parachoque. Mas as diferenças começam nas laterais. Porque por mais que as do hatch lembrem muito o Nissan March, ele parece ser uma evolução: o Etios tem mais personalidade, com caimento de teto bem menos arredondado que o daquele e certa sensação de imponência vinda dos vincos fortes. Quem fica difícil de perdoar é o sedã. Seu entre-eixos é maior que o do hatch, e isso explica as portas traseiras diferentes. Então, se isso prova que ele foi projetado junto com o hatch, por que parece tanto com uma adaptação das que se fazem anos depois e economizando peças? A vigia atrás das portas faz falta, mas o maior problema é a traseira: as linhas retas lhe fazem parecer longa enquanto a dianteira tem um corte que lhe deixa bem mais curta: fica claro que o único objetivo ali foi maximizar o porta-malas, mesmo às custas das proporções de estilo.
Entrando no carro, a impressão é de que a Toyota estava desesperada para fazer o Etios parecer diferente. O painel assimétrico sempre vai ganhar pontos por lembrar os compactos europeus, que ali deixam o custo em segundo plano e privilegiam a jovialidade. O painel central por muito tempo vai dar a agradável sensação de novidade a quem dirige, mas resta saber se deslocar as saídas de ar centrais não irá dificultar o cumprimento de sua função. Já era esperável que os materiais tivessem qualidade inferior à de um Corolla, mas a marca informa que ficaram melhores que os do modelo indiano. O ponto forte está mesmo no espaço interno, tanto na cabine de cinco lugares como no porta-malas: o hatch leva 263 litros enquanto o sedã comporta 562, o que lhe dá empate técnico na liderança do segmento com o Chevrolet Cobalt. Os motores são 1.3 e 1.5, ambos multiválvulas e flexíveis, mas com o sedã usando apenas o maior. O primeiro gera potência de 84 e 90 cv e torque de 11,93 e 12,74 kgfm, e o segundo fica em 92 e 96 cv e 13,5 e 13,8 kgfm – com gasolina e álcool. Os modelos terão garantia de três anos.
Atualização 17/09/2012: No evento de lançamento oficial da linha Etios, foi dada a notícia de que o modelo já passou pelos testes do instituto LatinNCAP e obteve quatro estrelas, nota surpreendente em sua categoria. O hatch começa com uma versão própria para o marketing, em que seus R$ 29.990 são conseguidos ao oferecer apenas airbag duplo e parachoques na cor do veículo. A versão X já se oferece para os dois, e soma coluna de direção regulável, direção elétrica e freios com ABS e EBD por R$ 33.490 para o hatch 1.3 e R$ 36.190 para o sedã 1.5; com ar-condicionado se somam R$ 2.700 para cada. A versão XS traz o ar de série e também soma conta-giros(!), detalhes externos na cor do veículo, sistema de som multimídia e travas e vidros elétricos nas quatro portas, passando a R$ 38.790 para o hatch e R$ 41.490 para o sedã. Já a XLS é a única a usar 1.5 também no hatch, somando abertura elétrica do porta-malas, alarme, farois de neblina, rodas de liga leve aro 15”, travas com controle remoto e a tal moldura cromada da grade dianteira, itens que passam o hatch a R$ 42.790 e o sedã a R$ 44.690. A julgar pelos modelos exibidos no Etios Connection, a Toyota deve entrar na tendência da personalização que se inaugurou entre os populares com o Fiat Uno, oferecendo adesivos e acessórios de fábrica.
Wednesday, May 23, 2012
Redução do IPI
Quem não gosta de pagar menos pelo mesmo carro? A nova medida do Governo anula a alíquota para os nacionais até 1.0, enquanto os importados nesta condição também perdem 7%, mas passam a 30%. Já a redução de 5,5% vai para os que usam 1.1 até 2.0, nacionais passando a 6,5% e importados a 35,5%. Os comerciais perdem 3%, nacionais ficando em 1% e importados em 31%. Segue uma lista simplificada das reduções, mas para ver a completa basta clicar nos nomes das marcas para acessar as fontes.
Chevrolet: Celta parte de R$ 24.049, Classic de R$ 25.469, Prisma de R$ 29.342, Corsa de R$ 29.418, Montana de R$ 30.608, Agile de R$ 34.500, Corsa Sedan de R$ 36.038, Cobalt de R$ 37.834, Meriva de R$ 40.310, Zafira de R$ 55.123, Cruze Sport6 de R$ 60.216, Cruze de R$ 62.558, S10 cabine simples de R$ 57.011 e cabine dupla de R$ 64.256, Captiva de R$ 89.900 e Malibu de R$ 99.990. Já Omega e Camaro subiram de preço, passando a R$ 161.000 e R$ 201.000.
Citroën: Considerando os preços básicos, as versões do C3 agora vão de R$ 34.990 a R$ 44.990; C3 Picasso de R$ 45.680 a R$ 57.990, Aircross de R$ 49.130 a R$ 62.040, C4 de R$ 50.890 a R$ 62.320 e C4 Pallas de 56.990 a R$ 62.900. C4 Picasso parte de R$ 79.170, Grand C4 Picasso de R$ 91.820, C5 de R$ 99.160, C5 Tourer 107.890, Xsara Picasso de R$ 45.990 e Jumper furgão de R$ 86.100 e Minibus de R$ 93.550 – o DS3 já incluiu a redução ao pedir R$ 79.990.
Fiat: Mille parte de R$ 21.360, Palio Fire Economy de R$ 23.290, Uno de R$ 24.110, Palio de R$ 28.440, Siena de R$ 27.650, Grand Siena de R$ 36.000, Palio Weekend de R$ 39.700, Palio Adventure de R$ 50.750, Idea de R$ 42.370, Punto de R$ 36.970, Bravo de R$ 53.140, 500 de R$ 40.770, Linea de R$ 52.990, Uno furgão de R$ 25.060, Fiorino de R$ 36.890, Doblò de R$ 50.020, Doblò Cargo de R$ 40.460, Strada Fire de R$ 30.640 e Strada de R$ 32.650. Freemont não muda.
Ford: Ka continua o mais barato do país, começando em R$ 21.240. E curiosamente a marca não revelou os preços novos das versões sedã de seus carros. Sendo assim, só se sabe que o Fiesta RoCam 1.0 agora parte de R$ 24.800, New Fiesta 1.6 16v de R$ 43.990 e Focus 1.6 16v de R$ 49.990, este recebendo considerável desconto de 11%. Por este mesmo preço também ficou o EcoSport mais barato, que já recebe descontos pela proximidade da nova geração.
Kia: Eles haviam aumentado os preços por causa da alta do dólar, mas curiosamente isso se efetivou no exato dia em que o IPI foi reduzido. O detalhe é que a redução se fez já nos preços aumentados, então fica o mistério sobre se foi apenas uma coincidência inoportuna, ou se foi todo um truque dos coreanos para perder menos. Porém, fato é que o Picanto agora parte de R$ 38.903, Soul de R$ 59.000, Cerato de R$ 52.831 e Sportage de R$ 89.537.
Honda: Um diferencial deles está em já incluir a pintura metálica/perolizada no preço final. City DX fica em R$ 49.610, LX em R$ 54.580 e EX em 61.860; o Fit DX em R$ 47.930, LX em R$ 51.540, EX em R$ 57.480 e EXL em R$ 62.660; Civic LXS em R$ 62.990, LXL em R$ 67.040 e EXS em R$ 79.080. A medida também afetou o mexicano CR-V, que fica em R$ 83.920 para a LX e R$ 102.160 para a EXL. As versões de topo sempre trazem câmbio automático.
JAC: O pioneiro da marca no Brasil é hatchback J3, que agora perde R$ 2.910 e passa a custar R$ 34.990. Já a versão sedã do carro-chefe dos chineses se chama J3 Turin, perdeu R$ 3.000 e ficou em R$ 36.990. O recém-lançado sedã premium J5 já aproveita a chance de perder R$ 3.810 e ficar em R$ 49.990. Já a minivan média J6 perde R$ 3.910 e fica em R$ 51.990, enquanto sua versão de sete lugares, chamada de J6 Diamond, perde R$ 3.510 e fica em R$ 55.990.
Mitsubishi: Esta linha tem a curiosidade de os modelos menores virem de fora e os utilitários terem produção nacional. Lancer 2.0 manual começa em R$ 65.690 e CVT em R$ 71.690, Sportback em R$ 139.990 e Evolution X em R$ 206.990. ASX 4x2 em R$ 79.990 e 4x4 em R$ 96.990. Outlander em R$ 99.990, Pajero TR4 4x2 em R$ 62.990 e 4x4 em R$ 73.390, Pajero s 3p em R$ 152.990 e 5p em R$ 173.990, Pajero Dakar em R$ 129.990, L200 Triton em R$ 87.490.
Nissan: March 1.0 começa em R$ 24.990, 1.6 em R$ 33.390 e SR em R$ 37.190, Versa S em R$ 33.490, SV em R$ 38.490 e SL em R$ 41.290, Livina MT em R$ 42.590 e AT em R$ 47.290, Livina X-Gear em R$ 51.990, Grand Livina MT em R$ 51.990 e AT em R$ 57.690, Tiida MT em R$ 46.390 e AT em R$ 55.190, Tiida Sedan em R$ 42.390, Sentra MT em R$ 48.790 e CVT em R$ 53.690, Frontier XE em R$ 87.390, SE Attack em R$ 94.990, LE em R$ 114.290 e LE Attack em R$ 123.890.
Peugeot: Os modelos 207 e 408 terão a nova alíquota absorvida totalmente pela empresa até o fim do mês de maio, de forma que o hatchback agora tem preço básico de R$ 29.990, em versão XR 1.4 de duas portas. Já o 408 Allure 2.0 16v manual parte de R$ 53.500. Os demais modelos terão a redução de preço referente ao IPI menor mas também um desconto aplicado pela própria marca, de 1,5% para 307, 308, 3008, RCZ e Partner, e de 1% para Hoggar e Partner furgão.
Renault: Clio parte de R$ 23.760, Logan de R$ 25.780, Logan AT de R$ 38.390, Sandero de R$ 26.280, Sandero AT de R$ 41.350, Sandero Stepway de R$ 40.270, Symbol de R$ 37.310, Grand Tour de R$ 47.860, Fluence de R$ 57.030, Fluence CVT de R$ 62.640, Duster de R$ 48.170, Duster AT de R$ 61.190, Duster 4x4 de R$ 61.470, Kangoo Express de R$ 36.790, Master de R$ 80.970 para chassi/cabine, R$ 83.830 para furgão e R$ 125.400 para Minibus.
Toyota: O Corolla perdeu 7% nos preços: XLI parte de R$ 59.950, GLI de R$ 63.210, XEI de R$ 72.500, XRS de R$ 73.900 e Altis de R$ 81.610. Já a Hilux teve redução de 4%: chassi fica em R$ 81.090, cabine simples em R$ 86.360; cabine dupla parte de R$ 96.410, e fica em R$ 108.950 para a SR e R$ 124.840 para a SRV. No entanto, é uma pena que não vieram redução para SW4, Camry, Rav4 e os modelos Lexus, cujas operações começam oficialmente em 1° de junho.
Volkswagen: Gol G4 começa em R$ 24.291, Gol G5 em R$ 27.904, Voyage em R$ 29.913, Fox em R$ 29.490, CrossFox em R$ 47.523, SpaceFox em R$ 42.159, Space Cross em R$ 54.644, Parati em R$ 39.813, Polo em R$ 44.184, Polo Sedan em R$ 46.733, Golf em R$ 49.197, Jetta em R$ 61.172, Passat em R$ 112.677, Passat Variant em R$ 118.657, Tiguan em R$ 106.421, Saveiro em R$ 32.966, Kombi em R$ 43.834 e Amarok cabine simples em R$ 77.762 e cabine dupla em R$ 87.842.
Os dados referentes a Kia e Mitsubishi foram adicionados no dia 24/05/2012.
Os dados referentes à Citroën foram adicionados no dia 25/05/2012.
No dia 06/06/2012 a Mercedes-Benz anunciou que o C180 Turbo parte agora de R$ 125.900 e o smart em versão de entrada começa em R$ 52.900.
Saturday, April 28, 2012
Toyota Hilux e SW4 2013
Após o face-lift a dupla volta a receber novidades, mas agora no trem-de-força. Hilux e SW4 agora atendem às normas Proconve L6 porque seu 3.0 turbodiesel foi retrabalhado. Ele ganhou injeção direta e sistema de controle de gases para poluir menos, e isso ainda lhe permitiu o ganho em potência e torque – agora são 171 cv e 36,7 kgfm. O câmbio automático agora tem cinco marchas e o 2.5 de 102 cv sai de linha. Além disso, os dois agora trazem GPS em 3D, e a picape ganhou as versões SR 4x4 com o 3.0 e SR 4x2 2.7 flex.
Friday, March 16, 2012
Toyota Camry 7
Chega no Brasil a sétima geração do sedã grande Camry. Sua aparição nos EUA se fez no ano passado, mas os outros mercados começaram a recebê-la com o curioso detalhe de ele ter três estilos diferentes de dianteira e traseira, entre esportivo e sóbrio, para melhor êxito ao lidar com cada um dos tantos gostos que ele precisará agradar. Aqui, ele chega por altos R$ 161 mil para brigar com as versões mais caras de Ford Fusion, Hyundai Azera e Kia Optima, entre outros.
A grande grade cromada da dianteira já antecipa que nós recebemos a versão vendida em alguns países da Europa. Seus vários frisos fazem par com a tomada de ar inferior, e ao lado dos farois retilíneos formam um conjunto sóbrio e de bom gosto. E a traseira continua essa impressão, com as vistosas lanternas em formato convencional e unidas por um filete cromado, situado entre o logotipo da marca e o suporte da placa. Essa decisão se justifica pelo fato de a maioria da clientela desta faixa de preço fugir da ideia de jovialidade que poderia sugerir o desenho mais esportivo vendido nos EUA.
Seu preço elevado se justifica com o generoso pacote de equipamentos. Ele traz ar-condicionado trizona, vidro traseiro com cortina, sistema de entretenimento com touchscreen LCD de 7” e câmera de ré, rodas de 17”, piloto automático e coluna de direção com ajustes elétricos. E a segurança não fica atrás: ele vem com seis airbags, controles de tração e estabilidade e freios com ABS, BAS e EBD. Seu motor é o V6 3.5 24v de 277 cv e torque de 35,3 kgfm, com câmbio automático sequencial de seis marchas. Ele vem em seis opções de cor, sendo uma sólida, três metálicas e duas perolizadas.
Toyota Corolla XRS
Nosso segmento de sedãs médios é tão movimentado que fica difícil acompanhar sua evolução. Até pouco tempo atrás o Honda Civic estava defasado e apelando ao custo/benefício, mas trocou de geração e hoje divide a aura de novidade com Chevrolet Cruze e Hyundai Elantra. Aliás, antes deles esse posto era ocupado por Renault Fluence, Peugeot 408 e VW Jetta. Agora, é o Corolla que amarga a veterania, e procura trazer alguns holofotes com uma versão esportiva.
Partindo da intermediária XEi, a decoração extra ficou bem discreta. A dianteira ganhou grade com apenas um filete central e em grafite, mesma cor das rodas. Vieram spoilers dianteiros e traseiros, minissaias laterais e aerofólio traseiro com brake-light integrado. Essa opção em não se enveredar muito mais no tuning externo certamente veio de que o público de um carro desses em maioria busca a sobriedade de estilo, e não um esportivo mais declarado como o extinto Civic Si. As opções de cor externa são prata e preto.
Por dentro ele ganha bancos e manopla de câmbio revestidos em couro, os primeiros com costura vermelha. Ainda existem tapetes exclusivos e volante com borboletas para troca de marcha. E aí param as novidades: ele manteve o câmbio automático de quatro marchas para comandar o motor 2.0 16v de 153 cv já usado nas versões mais caras, que segundo a fábrica leva o XRS de 0 a 100 km/h em 11s6. Ele começa em R$ 79.500, numa tabela que parte do XLi manual por R$ 64.500 e chega ao Altis automático, por R$ 87.800.
Thursday, February 2, 2012
Toyota Hilux e SW4 Flex
Lançada no último semestre, a mais nova linha de utilitários médios da Toyota agora ostenta seu visual renovado também com a opção do motor flex. Este complemento à linha faz parte do conjunto de defesa que todas as outras picapes médias estão armando, já esperando o forte golpe que virá com a renovação de Chevrolet S10 e Ford Ranger em breve. Mas a marca japonesa já decidiu oferecer o novo motor, exclusivo para o Brasil, tanto para a picape Hilux como para o SUV SW4.
O desenho dos modelos recebeu mínimas alterações, como a ausência da tomada de ar no capô por não ter um motor com o intercooler do turbodiesel. De resto, são detalhes como retrovisores pretos ou cromados, rodas de 16” e estribos laterais para a picape, e farois de neblina com máscara negra, rodas aro 17” e ausência dos tais estribos e do acabamento cromado na barra cromada da tampa do porta-malas. O tão falado motor é um 2.7 16v flex com comando de válvulas variável VVT-i, que desenvolve 163 cv e torque de 25 kgfm a 3800 rpm ao usar álcool.
Este motor virá em duas versões para a picape e uma para o SW4. A Hilux com este motor sempre traz câmbio automático, e quanto a versões oferece SR cabine dupla com tração 4x2 (R$ 88.730), trazendo ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricos, airbag duplo, freios ABS e sistema de som com comandos satélite. A outra versão é a de topo, SRV cabine dupla 4x4 (R$ 103.420), e agrega touchscreen de LCD para o computador de bordo, bancos com ajustes elétricos e e ar-condicionado digital. E a mesma lista da Hilux SR serve para a SW4 SR, única versão do SUV com este motor, e com cinco assentos por R$ 114.150.
Tuesday, November 1, 2011
Toyota SW4 2012
Por mais que a primeira impressão diga o contrário, o SW4 não é apenas a versão fechada da picape Hilux. Eles receberam o recente face-lift atual juntos e se encontram ambos à meia-vida da atual geração, mas se distinguem bastante. Seja por formato e tamanho de carroceria ou pelo preço maior na SW4, são modelos que se dedicam a públicos diferentes. E a parte correspondente ao SUV são as famílias maiores, que desfrutarão de suas generosas doses de conforto, força e requinte por preços que começam em R$ 157.000.
Por fora já podemos ver que ela recebeu alterações no mesmo estilo das que ganhou a Hilux. Mas um olhar mais atento já denuncia que o SUV ganhou uma interpretação exclusiva, tendendo à esportividade enquanto a picape seguiu um caminho mais sóbrio. Temos farois de xenônio mais afilados com os de neblina recebendo máscara negra, capô de vincos imponentes terminando numa grade imponente e larga, sob a qual se encontra a grande tomada de ar inferior. As laterais receberam os mesmos paralamas que inspiram movimento, enquanto a traseira chamará atenção com o filete cromado sobre a placa que une as lanternas em LEDs com nova disposição e arranjo de lentes que podem muito bem ter vindo de uma preparadora de tuning.
O interior da SW4 é um pouco mais comportado, como convém a um modelo familiar. O revestimento é num agradável tom de bege, e combina com o painel igualmente redesenhado mas com predominância de cinza escuro, ante cromados na picape. Mas é a lista de série que realmente empolga: o modelo ganhou airbags laterais e de cortina, farois com acendimento automático, regulagem de altura e lavadores, rodas de 17”, freios com ABS, EBD e BAS e controles de tração e estabilidade. Além do sistema de entretenimento que ostenta uma touchscreen de 6,1” para os recursos multimidia do som, câmera de ré e Bluetooth.
No Brasil as SW4 virão sempre com câmbio automático. No primeiro trimestre de 2012 chegará o novo motor 2.7 VVT-i flexível de 158 cv para equipar a futura versão SR, somente com cinco lugares. A versão atualmente na base da gama é uma SRV que traz a mesma capacidade, mas vem com o V6 4.0 de 238 cv. As SRV de topo trazem o 3.0 turbodiesel de 163 cv, e podem vir com cinco lugares por R$ 170.400 ou com sete, por R$ 174.900.
Toyota Hilux 2012
Por trás do desenho esculpido para um carro existiu toda uma cartilha de regras que o fabricante impôs e o setor de design tentou cumprir o melhor que pôde. O modelo precisa seguir a identidade da marca, parecer moderno, parecer ainda mais moderno quando ao lado de um concorrente, evitar custos excessivos… E manter todo esse status pelo maior tempo possível. A linha Hilux já termina o ato ano no Brasil, e agora ganha o clássico face-lift de meia-vida, mas que ainda dá a sensação de “Mas já? Parece tão nova…”
Picapes são modelos de alto custo e vendas até expressivas, mas que não justificam alterações pesadas com frequência grande. Ou seja, passam cerca de dez anos com um mesmo projeto e aí sim se reiventam por completo. Mas enquanto Chevrolet e Ford preparam as S10 e Ranger de nova geração, a Toyota se defende aperfeiçoando levemente as versões picape e SW4. Ganharam dianteira que adota o padrão atual da marca, com grade e capô maiores e mais vistosos, farois saltados e parachoque mais esportivo, novos paralamas e rodas, e lanternas com detalhes translúcidos. Não é nada surpreendente, mas já traz a boa sensação de vê-la na rua e pensar algo como “esta é nova”.
Sua cabine traz painel redesenhado com novas tonalidades, quadro de instrumentos mais esportivo e apliques cromados no console central e no novo volante. A maior novidade é a nova versão de topo, SRV Top. Por R$ 141.920, vem apenas com câmbio automático, e se distingue das outras pelas rodas de 17”, freios com ABS, EBD e BAS e controles de tração e estabilidade. No começo de 2012 chegarão mais versões, mas por enquanto a picape oferece todas com tração 4x4: Chassi/Cabine (R$ 80.160), Standard, Standard Power Pack (agrega trio elétrico totalizando R$ 100.720), SRV e SRV Top.
Agora o motor 3.0 16v turbodiesel de 163 cv está restrito à tração 4x4. Somente a SRV oferece as duas opções de câmbio: manual R$ 127.260 e automática R$ 134.410. A Standard é a única a vir nas duas cabines: simples R$ 85.690 e dupla R$ 93.260. E as versões básicas vêm sempre com câmbio manual e 2.5 16v de 102 cv, também a diesel. No primeiro trimestre do ano que vem está prevista a chegada do 2.7 16v VVT-i com a tecnologia flex, de 158 cv, para equipar a SRV automática e SR 4x2 manual.
Sunday, March 20, 2011
Toyota Corolla 2012
Depois de tanta especulação, o Corolla brasileiro chega à linha 2012 com o que se chama de “face-lift da meia-vida”. É aquele momento em que a geração atual recebe um reforço para se manter forte no mercado por mais alguns anos. Mas o caso do Corolla é que ele não focou tanto no visual, e sim num pequeno pacote de melhorias técnicas para resistir melhor à chegada dos concorrentes Peugeot 408, Renault Fluence e VW Jetta, estes totalmente renovados.
A dianteira traz nova grade e parachoque, enquanto a traseira renovou este último, as lanternas e a tampa do porta-malas, esta por sua vez ganhando uma moldura de placa maior. O resultado geral está longe de ser ruim, mas os itens como tomadas de ar agressivas e lanternas (com LEDs para as versões XEi e Altis) que parecem ter vindo de uma loja de acessórios para tuning acabam por destoar da sobriedade geral que caracteriza o modelo.
O interior ganhou mudanças ainda mais sutis: basicamente apenas os revestimentos de portas, painel e bancos foram trocados. Já as novidades mais interessantes estão sob o capô: as versões XLi e GLi, mais baratas, ganharam o 1.8 16v Dual VVT-i, que entre outros itens ajudou o propulsor a desenvolver agora 139/144 cv (gasolina/álcool), potência essa comandada por um novo câmbio manual de seis marchas.
O pacote de equipamentos continua interessante. Na base da gama, a versão XLi (R$ 63.570) já traz ar-condicionado, direção elétrica, computador de bordo, retrovisores elétricos e airbag duplo. Já a GLi (R$ 67.070) agrega chave multifuncional, vidros elétricos nas quatro portas, painel Optitron, freios ABS e rodas de liga leve.
Na metade mais alta está a XEi (R$ 76.770), que vem apenas com motor 2.0 16v de 142/153 cv, e engorda a lista de itens com sidebags, bancos de couro, luzes laterais de direção nos retrovisores, sistema de som multimídia e piloto automático. E a topo-de-linha Altis (R$ 86.570) incorpora revestimento de cabine exclusivo, câmera de ré, faróis de xenônio, sensor de chuva e ajustes elétricos do banco do motorista.
Thursday, March 18, 2010
Toyota Corolla 2011
Líder consolidado no disputadíssimo segmento dos sedãs médios, desde sua última mudança visual o Corolla não recebeu muitas outras novidades. Se em 2010 ele apenas ganhou a versão GLi, 2011 foi mais generoso com o japonês: ganhou uma nova opção de motor e uma nova versão de topo, que prometem elevar a disputa pelo segmento a um novo patamar.
Desenvolvido exclusivamente para o mercado brasileiro, o 2.0 16v flex não é uma adaptação do 1.8 16v já em linha, mas sim um produto novo. Dotado de duplo comando de válvulas variável, ele consegue ser melhor que o motor menor não só nas marcas de desempenho, como também nas de consumo. Produz 142/153 cv e acelera de 0 a 100 km/h em 11,6 segundos, com marcas de consumo de 6,2/8,2 km/l na cidade e 10,2/12,8 km/l na estrada (gasolina/álcool).
Das quatro versões disponíveis, o novo motor vai equipar apenas as duas mais refinadas, XEi e a nova topo-de-linha, Altis, que substitui a SE-G. Ambas versões também virão apenas com o novo câmbio automático, que mantém as quatro velocidades, mas incorpora trocas sequenciais, realizadas pela alavanca do console ou por borboletas atrás do volante. As versões XLi e GLi mantém o 1.8 16v Flex de 136 cv, valor invariável com o combustível utilizado.
A XLi, versão básica do Corolla já é bem equipada, trazendo por R$ 61.890 ar-condicionado, airbag duplo, direção elétrica, trio elétrico, computador de bordo. Logo acima há a GLi (R$ 65.660), que incorpora vidros elétricos one-touch para as quatro portas, volante multifuncional com comandos satélite do sistema de som e ar-condicionado digital.
A versão XEi (R$ 75.830) agrega sidebags, bancos de couro, piloto automático e repetidores de luzes de direção nos retrovisores. Já a Altis recebe cabine com revestimento bege e apliques de madeira, faróis baixos de xenônio com regulagem de altura e lavador e sistema de som com leitor MP3 e disqueteira de seis CDs, entre outros itens, ainda que por salgados R$ 89.130.
Monday, October 19, 2009
Toyota Hilux e SW4 2010
Se na época do lançamento foi revolucionária, a chegada das novas Nissan Frontier e Mitsubishi L200 definitivamente apagaram o brilho da Hilux, ainda que ele continue ofuscando (e muito) as veteranas Chevrolet S10 e Ford Ranger, esta renovada em parte. Para manter-se atrativa no segmento, sua linha 2010 vem com leves alterações. A picape agora conta com 16 versões, resultantes das combinações de cabine, motor, tração, versão e câmbio, já que ganhou a SR 4x2 2.7 automática.
Além da nova versão, que vem com ar-condicionado, sistema de som que lê CD e MP3, airbag duplo, rodas de 17 polegadas e freios ABS de série por R$ 84.200, todas as versões a gasolina ganharam parachoques traseiros cromados, como os das versões a diesel. A nova versão também foi repassada ao SUV SW4, com preço inicial de R$ 115.000.
Os preços da Hilux começam em R$ 73.700 e vão até R$ 122.300, enquanto a SW4 vai de R$ 110.400 até R$ 163.500. Seus motores são turbodiesel 2.5 e 3.0 além do 2.7 16v a gasolina, enquanto as opções de câmbio são automático de quatro marchas ou manual de cinco. A Hilux ainda traz opção de cabine dupla, simples ou chassi/cabine.
Monday, September 14, 2009
Toyota Corolla GLi
A nova geração do sedã médio, destinada a voltar à liderança do segmento e fazer concorrência ao moderno Honda Civic, tem ótimos pacotes de equipamentos nas versões XEi e top SE-G, mas um tanto distintos da básica XLi.
Para equilibrar mais a oferta, surge a versão GLi. Custando R$ 65.240 com câmbio manual e R$ 69.170 com automático, ela se situa acima da XLi (manual por R$ 60.280 e automática R$ 64.210), e abaixo da então intermediária XEi (R$ 68.520 e R$ 72.450). Com apenas o novo logotipo na traseira, as mudanças se resumem ao nível de equipamentos.
Desde a versão básica, o novo Corolla vem com ar-condicionado, trio elétrico, cd player com MP3, direção elétrica, freio a disco nas 4 rodas, volante com dupla regulagem, airbag duplo e computador de bordo. O motor é sempre o 1.8 16v flex, de 136 cv e 17,5 kgfm, seja com álcool ou gasolina.
Entretanto, a GLi adiciona a este pacote o ar-condicionado automático, freios com ABS e EBD, controles satélite no volante, banco traseiro bipartido, painel Optitron e rodas de liga leve de 16 polegadas. E deixa para a versão XEi os airbags laterais, faróis de neblina, acendimento automático dos faróis, travas automáticas das portas e repetidores das luzes de direção nos retrovisores, entre outros.
Saturday, March 21, 2009
Toyota SW4 Gasolina
Como a recente reestilização parece não ter sido o suficiente para manter a SW4 competitiva, a Toyota agora a oferece com duas novas motorizações, ambas a gasolina. Saindo nada menos que 43.800 reais mais barata que a diesel, a nova 2.7 16v produz 158 cv, comandados pelo câmbio automático de quatro marchas ou pelo manual de cinco, mas sempre voltado para o conforto.
Ela vem com trio elétrico, ar-condicionado, CD player com MP3 e direção hidráulica, mas perdeu o computador de bordo e os bancos de couro, entre outros itens. Custando 6.700 reais a menos que a diesel, a outra versão a gasolina da SW4 é movida por um 4.0 V6 de 238 cv. Assim como a 3.0 diesel, ela traz o pacote de equipamentos completo, somando ar digital, bancos de couro com regulagens elétricas, rodas de liga leve aro 17, retrovisor antiofuscante e freios com ABS ao pacote da 2.7.
