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Saturday, July 28, 2012

Hatches populares

Como não podia deixar de aparecer, aqui está o espaço dos populares. Sem informações como preço básico ou listas de itens porque isso varia demais com cada versão e em especial com cada estado, mas aqui se apresentará um resumo da situação de cada um. Tanto sobre sua competitividade no segmento como sobre a proximidade de eventuais face-lifts. Este artigo estará recebendo atualizações sempre que surgirem novidades na categoria, que de longe é a mais vendida do país.


Chery QQChery QQ: Chegou como o carro mais barato do país, mas manter essa meta fica difícil com a importação da China. Então ele se dedicou a aliar muitos itens a preço baixo, mas isso só mascara que se trata de um projeto antigo, na verdade até copiado de um da GM, e com qualidade de montagem que não é das melhores – basta um olhar mais atento a encaixes falhos e materiais com rebarbas. Some isso ao pós-venda de duvidoso e à iminente chegada de uma nova geração na terra natal, e o S18 se mostra mais atraente.


Chery S18: Atraente também porque quando a Chery concluir a fábrica brasileira pretende que este seja um dos modelos a se produzir aqui, o que reduziria seus preços e portanto mataria o QQ. Ele também tem pacote de itens fechado e completo, mas é curioso como seu desenho de linhas inchadas consegue gosto pior que o do irmão mais velho citado acima. Porém, gostos à parte, ele se torna uma boa compra por oferecer motor flex, e quando virar nacional pode até ganhar toda uma família de modelos.


Chevrolet Celta 2012Chevrolet Celta: Outro que surgiu com a missão de desbancar o Mille no menor preço do país, mas não conseguiu. Mas este se valeu do desenho esportivo de nascença, ganhou mais itens e no final conseguiu atravessar a década com êxito de vendas. Seu projeto é de 2000 com base no Corsa de 1994, então sua manutenção é das mais fáceis. Mas esta mesma idade é a razão da vinda de um sucessor, que aliás já está em gestação avançada. Ou seja, é de se esperar que o Celta não sobreviva por muito mais tempo.


Effa M100: Este foi o primeiro chinês da leva atual a chegar no país. Foi quem inaugurou a estratégia de mascarar seu defeitos tentando agradar não só com muitos itens como com o menor preço do mercado. Mas basta comentar que uma revista precisou interromper seu teste de longa duração por falta de condições satisfatórias de segurança para entender seu insucesso. E as críticas não param aí: acabamento de baixa qualidade, motor 1.0 muito fraco e movido só a gasolina, assistência técnica escassa...


Fiat Mille EconomyFiat Mille Economy: Surgiu em 1990 como uma mera versão do Uno, mas sua resistência de Highlander surpreendeu o país: passou de versão a modelo quando aquele saiu de linha, não se abalou com a chegada do Palio ou de suas versões básicas Young e Fire, e nem agora quando o próprio Uno ganhou nova geração. Tantos donos não podem estar errados: nessa faixa de preço design e luxo dão lugar a manutenção fácil e barata, bom espaço interno e motor econômico. E ele consegue tudo isso muito bem.


Fiat Palio EconomyFiat Palio Fire: Era até compreensível que ele atendesse os que queriam um carro mais barato mas sem viajar aos anos 80 com o Mille. Curioso é que mesmo com a chegada do novo Uno, este bem mais moderno, o Palio de entrada ainda defende vendas muito boas. Seus atrativos no meio dessa família tão grande de hatches Fiat são o estilo da que se considera a melhor fase do Palio antigo, motor com preparação Economy e talvez até a imagem, bem mais sóbria e discreta que a do tão famoso novato.


Fiat Uno WayFiat Uno: O que falar do primeiro carro a ameaçar a liderança de vendas do Gol desde 1987? Seu desenho lúdico e moderno tem agradado a tanta gente que não vai precisar mudar tão cedo. Aliás, a razão desse sucesso é a capacidade de agradar a todos: este camaleão tem versões aventureira, econônica, ecológica e esportiva, a maioria com duas ou quatro portas. Os motores são 1.0 e 1.4 Fire Evo. A linha 2013 melhorou a oferta e ganhou mais itens. A paleta de cores é a maior do país. E sua linha de acessórios é quase infinita.


Ford Motor Company brasil Ltda<br />NOVO FORD KA 2012<br />NOVO DESIGN, MODELOS 1.0 COM MAIS CONTEÚDO E 1.6 SPORT APRIMORAM A LINHA 2012  <br />São Paulo - Julho/2011Ford Ka: Surgiu nos anos 1990 tentando difundir o conceito europeu de subcompacto. Como aqui no Brasil esta faixa de preço atende a necessidades bem diferentes, ele só deslanchou em vendas depois da reforma de meia-vida, que lhe deu motor melhor e espaço decente para cinco e porta-malas. E então ele virou uma ótima opção para as famílias de até cinco pessoas. Porém, ele tem o diferencial da dirigibilidade esportiva, oriundo do projeto original e que no último face-lift se realçou com a versão Sport.


Nissan MarchNissan March 1.0: Importado do México, o March se vale do acordo de isenção de impostos entre os dois países para chegar ao Brasil num conjunto que vem lhe trazendo números de vendas excelentes. Afinal, ele faz uma escala menor da dobradinha de muitos itens e pouco preço que faz a fama dos chineses, e consegue fazer páreo às Quatro Grandes marcas. Além de superar os chineses com a estabilidade das operações de sua marca. Porém, é muito difícil engolir o estilo pokémon tão típico dos anos 1990…


Renault ClioRenault Clio: Este projeto chegou aqui logo depois da Europa, já com produção nacional e expectativas altas. Nunca virou líder de categoria, mas teve vendas expressivas até que a chegada do novo europeu acentuou sua idade – mais tarde nos recebemos o Sandero e o veterano foi rebaixado. Sua cabine não é um latifúndio, mas ele se destaca porque a contenção de custos só se restringiu à lista de itens: seu acabamento caprichado dos tempos de outrora ainda existe. Em breve ganha um face-lift.


Volkswagen Gol G4Volkswagen Gol G4: Assim como o Mille, é um dos veteranos de sua marca que continua em linha apenas enquanto vender bem. Esta fase é o terceiro retoque do famoso “bolinha”, que ficou conhecida pela estabilidade, robustez e manutenção fácil e barata. Mas ver o G5 na mesma marca, muito mais moderno e não tão mais caro, comprar o antigo é mais questão de gosto que preço. Gosto pela cabine com peças (mal) enxertadas do Fox, motor antigo que faz o carro inteiro vibrar, visual antiquado, poucos itens…


Volkswagen GolVolkswagen Gol G5: Este sim é o Gol representativo. O visual moderno usa plataforma inspirada nos VW europeus e cabine mais espaçosa. A linha 2013 trouxe um face-lift parcial que lhe deixou igual ao resto dos VW, mas o lado bom é que ganhou versão Bluemotion. Ele vem melhor equipado que o G4, sua resistência mecânica já superou a fase dos frequentes recalls, e as versões mais caras usam motor 1.6 e podem ter câmbio automatizado I-Motion e versão Rallye. Em breve vem a versão duas-portas.


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Saturday, July 21, 2012

Picapes médias

O primeiro integrante desta lista foi justamente o primeiro a surgir no país, nos anos 1990. Essa categoria surgiu basicamente da queda dos modelos maiores D-20 e F-1000, porque a população cada vez mais vem usando estes modelos no âmbito urbano… E então queria algo mais confortável e estiloso que as truculentas opções citadas, mas com maior porte e força que as compactas. Foi quando Chevrolet e Ford novamente se aventuraram, mas com S10 e Ranger. Chamaram atenção de outras marcas, e hoje em dia são um sucesso de vendas.


Nova S10 4x4 Diesel Cabine Dupla LTZChevrolet S10: Se ela estava fraquejando nas vendas por causa do projeto antigo, a nova geração eliminou toda e qualquer crítica. Seu desenho segue o padrão mundial da marca, mas teve alta ajuda do Brasil. A cabine ganhou tanto requinte que se confunde com a de um sedã grande, também no quesito de espaço. Ela ganha muitos pontos por oferecer opção de motor flex, mas o turbodiesel é a estrela da linha: melhorou muito para aumentar a eficiência. Existem várias opções entre versão, tração, motor e cabine, fora os acessórios.


Effa Plutus: Este segmento valoriza muito a tradição que as marcas mais famosas criaram ao longo dos anos, vinda da robustez do conjunto mecânico, aliada às cabines mais luxuosas. Isso explica por que é um trabalho de Hércules convencer a levar a Plutus. Afinal, sua marca é novata no país (leia-se rede de assistência escassa) e não tem vendido bem fora dos comerciais leves. Fora que seu estilo “cópia-das-GM” não é dos melhores, o motor é fraco, a cabine é diminuta e custar pouco não compensa a falta de airbag e ABS.


Ford Ranger LimitedFord Ranger: Ela foi a última a se renovar por completo, e com vontade de ser a melhor. Seu desenho não é impactante como em L200 ou S10 mas teve a mesma farta dose de capricho, ficando muito mais urbana e estilosa. Moderno, este projeto virou global e passou a atender padrões muito mais altos. A cabine não perde em nada para um sedã em espaço, itens e requinte, os três motores são mais eficientes, e vieram câmbio automático e opção flex. Os preços estão bons, e o único que se conservou foi a destreza no off-road.


Mitsubishi L200 TritonMitsubishi L200: Sua geração atual não surgiu ontem, mas as linhas são tão caprichadas que ela até hoje atrai mais que a Amarok e faz páreo duro com a S10. Há pouco vieram novas versões de base para atender a todos os públicos com esta carroceria, e isso é um atrativo importante. Somando o renome da Mitsubishi brasileira com utilitários, temos cabine é espaçosa e requintada, motores muito bons e ainda o destaque da opção de caçamba estendida: quem vê o exagero de tamanho quando ela pode levar até um quadriciclo?


Nissan Frontier: Ela representa o espírito subversor da Nissan: seus modelos não seguem a tendência de criar identidade visual entre os modelos de uma marca, e ela está recebendo o ataque renovado das rivais sem uma mudança de estilo. Para não dizer que ficou intacta, a linha mais recente apostou no sempre bem-vindo aumento de potência do motor. Ela ainda é moderna, vem bem-equipada e é valente no off-road, mas por mais acertado que seja seu estilo, ela some ao lado das rivais. Pode ser a ideal para quem quer discrição.


RAM 2500: Quem diria que uma picape americana chegaria aqui focando no custo/benefício? A nova geração já veio com a marca própria, mas assim como antes trouxe o segundo modelo da gama. Ou seja, o visual continua transpirando imponência e a cabine é um latifúndio recheado de itens de conforto, tecnologia e segurança. A caçamba é enorme, e o 6.7 turbodiesel leva tudo sem esforço. Logo que chegou seu atrativo era o preço, mas as cotas de carros vindos do México impõe à marca deixá-la mais cara para conter as vendas.


Toyota HiluxToyota Hilux: Foi a primeira da categoria a se renovar por completo. Ou seja, hoje em dia não sobra muito do frisson que causou a chegada da nova geração, em especial depois de dois face-lifts. No entanto, o último é recente. Serviu para lhe dar ar mais elegante e cabine renovada, além de que ela aproveitou para atualizar a lista de versões e retrabalhar o motor, que ficou mais eficiente. Seu momento atual esta distante do furor de geração nova, mas ela ainda atende bem quanto a trabalho, lazer ou off-road.


Volkswagen AmarokVolkswagen Amarok: Fabricada na Argentina, a estreante alemã veio ao mundo alardeando alto nível de tecnologia embarcada, mas no Brasil só foram deslanchar uma vez que vieram cabine simples e câmbio automático. O luxo da cabine e o tamanho da caçamba não devem nada às rivais, mas joga contra a completa falta de tradição da VW nesta categoria. Fora que os dois turbos do 2.0 diesel das versões top somam fragilidade no off-road. Entre todas as listadas aqui, ela é a mais dedicada aos que não costumam sair da cidade.


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Wednesday, July 4, 2012

Minivans médias e multivans

Este segmento veio ao Brasil quase duas décadas depois do surgimento mundial, mas se engana quem pensa que veio com timidez: a confiança dos fabricantes foi tanta que as pioneiras Scénic, Xsara Picasso e Zafira vieram à mesma época (2001) e todas com produção nacional. Os problemas vieram quando o passar dos anos levou o ar futurista do lançamento, o que iniciou a divergência de destinos. Algumas se renovaram mais cedo, outras mais tarde e outras só saíram de cena, mas o fato é que este segmento ainda consegue cativar toda uma legião de famílias.


Chevrolet SpinChevrolet Spin: Nada melhor do que começar com a novata daqui. Este projeto foi feito no Brasil e já segue as tendências da nova GMB, o que explica a redução de custos e a linguagem de estilo. A Spin não é de ganhar prêmios de design porque seu estilo volumoso foca no espaço. Ela ganha pontos por oferecer cinco ou sete bancos com fácil operação e um pacote de itens atraente desde a versão básica. Sob o capô temos o 1.8 de sempre, mas refeito para maior economia e que pode trazer o câmbio automático vindo do Cruze.
 

Chevrolet ZafiraChevrolet Zafira: Suas origens da Opel alemã se revelam nas linhas retas, que nunca surpreenderam mas também parecem que nunca vão envelhecer. Os detratores da Spin podem alegar que a Zafira ainda vence na qualidade geral, decorrente dos tempos em que era carro de luxo. Porém, por mais que sua fartura de itens compense o preço ainda alto, a série Collection já explicita seu fim de produção. Ou seja, é a hora de caçar altos descontos para o modelo comum, ou pagar mais para levar uma das 500 unidades da edição derradeira.
 

Citroën C4 PicassoCitroën C4 Picasso: Ela é a sucessora da Xsara Picasso. Mas aqui elas tiveram preços tão diferentes que puderam conviver sem problemas. Aliás, aqui só está a versão de cinco lugares porque a de sete (Grand) ficou ainda mais acima. Seu jeitão francês aparece no desenho, com um toque esportivo que até hoje chama atenção, mas também na espaçosa cabine: o pacote de itens é completo, mas ganha destaque pela tecnologia embarcada e pelo luxo. O motor também é ótimo, mas vir da França lhe faz tropeçar no preço.
 

Fiat Doblò Adventure LockerFiat Doblò: Se nossas multivans se reduziram a apenas o Doblò, é por culpa dele mesmo: a versão Adventure elevou tanto as vendas que ele absorveu o mercado dos rivais da época, e passou a difundir sozinho a categoria no país. Seu primeiro face-lift mudou apenas o que ele precisava: deixou seu desenho externo muito melhor, mas desde o início suas especialidades são outras: sua cabine é enorme, e leva até sete pessoas com espaço e conforto de sobra. Os motores são ótimos, em especial o 1.8 16v, e os preços são justos.
 

JAC J6: Não se pode negar que sua marca foi ousada em oferecê-la com tão pouco tempo no país. Seu desenho não arranca suspiros, mas também não comete erros. O interior segue a tradição da marca, e vem com um pacote de itens fechado e completo. Seu 2.0 16v que lhe dá desempenho e consumo honestos. E o preço é competitivo, tanto com cinco ou sete lugares – a série Movie agrega DVD player com duas telas de LCD. Mas a origem chinesa e suas desconfianças ainda assustam, em especial nesta faixa de preço.
 

Nissan Grand LivinaNissan Grand Livina: Esta é a versão de sete pessoas, mas sua semelhança com a de cinco se aproxima do conceito usado por J6 e Spin. E, assim como as duas, ela aposta na fartura de itens e motor competente (aqui é um 1.8 16v) a preço baixo. Mas seu estilo é mais elegante que o da GM e a reputação dos japoneses é inversa à dos chineses. Isso ajuda a entender por que é um mistério que ela nunca tenha vendido bem por aqui. Pode ser apenas falta de divulgação, porque se trata de um ótimo projeto e que já até virou flex.
 

MalagrinePeugeot Partner: Há pouco tempo o grupo PSA voltou a brigar com o Doblò no Brasil. Trata-se do irmão de projeto do mesmo Citroën Berlingo que tentou a sorte ao redor do ano 2000, mas agora com um face-lift que lhe deixou mais moderno. Ele é simples mas vem bem-equipado, e no início esses franceses eram os mais indicados a quem queria uma multivan que não chame atenção demais – suas vendas sempre foram boas na Argentina, por exemplo. Temos e versão Escapade para os fãs do visual off-road e motor 1.6 16v flex.
 

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Tuesday, June 12, 2012

Sedãs populares

Caem como uma luva nas mãos de quem precisa comprar carro com orçamento mais comedido, mas que não pode abrir mão de um porta-malas maior. Eles são sempre dotados de motores econômicos, e isso ajuda a compor um pacote que vem ganhando muitos clientes, porque atende muito bem às famílias de baixa renda mas também desempenham a função de táxi como poucos. Este comparativo mostrará as opções desse segmento à venda no Brasil até a data da postagem, mas futuramente será atualizado conforme chegam novos representantes.


ClassicChevrolet Classic: O primeiro da lista é membro da turma dos veteranos. Ele surgiu em 1995, época de as marcas só manterem uma linha de populares por vez, mas na verdade só foi vender bem depois que veio a nova geração dos Corsa, porque ele se voltou à base. E desde aí vem agradando tanto que resistiu à morte da sua geração, da seguinte e até do que deveria ser seu sucessor, o Prisma. Os baixos custos gerais lhe ajudaram a superar o milhão de unidades vendidas e com direito a face-lift em 2010, mas seu interior até hoje é o mesmo de quase vinte anos atrás.


Chevrolet Prisma 2012Chevrolet Prisma: Ele surgiu na metade da década passada aliando o desenho bem-resolvido do Celta aos maiores porte e porta-malas de um sedã. O problema é que sua marca tem tantos sedãs que o Prisma deve ter sofrido com os clientes se bifurcando entre o Classic e o Corsa. Então, como já se antecipou acima, seu fim de produção é iminente. Mas como o Celta continua, o sedã não deve desvalorizar demais. Ou seja, ele agora só é válido se o foco for exclusivo em custo mínimo, porque os anseios mais subjetivos serão atendidos pelo sucessor que chega em 2013.


Fiat Siena EL: Em situação parecida à dos Corsa, a Fiat trouxe o Grand Siena já visando faixas de preço maiores, chegando nos premium. Com isso, a área dos populares ficou livre para a atuação do Siena EL, versão feita sobre a carroceria antiga e que vem tendo grande sucesso desde o lançamento. Seu preço está na média dos rivais, mas ela se destaca por oferecer desenho ainda agradável e vistoso – a traseira a la Alfa Romeo sempre arrancou elogios, mas o recente face-lift (foto) lhe deixou um tanto elegante. Além de indicar que ele continua em linha por mais alguns anos.


Renault Logan 1.0: O artigo de sedãs compactos já indica que o Logan não tem boa imagem nas versões mais caras. Isso decorre justamente do sucesso que ele tem no segmento mostrado aqui. O projeto moderno se traduz em custos reduzidos em combustível e manutenção e seu motor tem ótimo fôlego para a cidade mesmo sendo 16v, mas aliar isso ao latifúndio que é a sua cabine e ao enorme porta-malas de 510 litros lhe faz o queridinho dos taxistas. Estes milhões de motoristas não podem estar errados: o Logan não hesita em trocar a vaidade por um custo/benefício impressionante.


Volkswagen Voyage 1.0: Seu desenho externo já denuncia com quem ele tem parentesco. E como tal, suas vendas focam os segmentos de entrada. Enquanto as outras marcas procuram diferenciar os sedãs dos hatches dos quais derivam, a VW preferiu fazer o sedã como um legítimo Gol com porta-malas maior. Não se sabe qual estratégia é a melhor, mas não se pode negar que o sedã tem desenho acertado, e seu projeto ganha pontos por estar mais para a meia-vida do Logan que a veterania do Classic. As vendas elevadas do Gol facilitam sua manutenção na mesma proporção que banalizam sua imagem.


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Wednesday, June 6, 2012

Sedãs Premium

O dossiê desta vez reúne os sedãs que se encontram a meio-caminho entre os compactos e os médios. Essa categoria ganhou força no começo da década passada, em especial porque agradam em cheio a quem quer imagem mais refinada e exclusiva que a dos sedãs compactos, mas sem chegar aos preços e consumos mais elevados dos sedãs médios. Este artigo dará um breve resumo sobre cada um dos possíveis concorrentes nesta categoria, e será atualizado a cada lançamento futuro.


Chery Cielo SedanChery Cielo: Assim como o J5, este sedã é um médio para os olhos da marca, e um premium no mundo real. Seu desenho brada aos quatro ventos que tem assinatura Pininfarina, mas a dianteira conservadora não faz o melhor par do mundo com a traseira agressiva e as laterais que imitam o Alfa Romeo 156. E este é o diferencial de mais este chinês, que como todos os outros vem completo de fábrica, mas com 1.6 16v a gasolina. Sua garantia total é de três anos.


Chevrolet-Sonic4Chevrolet Sonic: Ele já fez sucesso em vários países e não é difícil de encontrar o porquê. Seu cartão de visitas é o estilo amplamente elogiado, mas por trás dessa esportividade herdada da versão hatch se revela um sedã muito bom para a família. O espaço interno é garantido pela construção moderna, e o painel com estilo de moto antecipa a agilidade do 1.6 16v Ecotec, podendo vir com câmbio automático. É uma opção para as famílias que querem mais estilo.


Fiat Grand SienaFiat Grand Siena: Aqui o enfoque se faz nos Essence. A segunda geração lhe deu carroceria espaçosa e com desenho cheio de relevos e cromados que lhe dá personalidade própria. É um ar luxuoso que combina muito bem com a cabine de acabamento em duas cores desta versão. Além disso, ela ganha pontos pelo pacote de itens e em especial pelo motor 1.6 16v de 117 cv, que pode completar o conforto com câmbio Dualogic. Em breve chega a opção do teto solar.


Ford New Fiesta SedanFord New Fiesta: Sua importação do México está por dar lugar à produção brasileira. Este sedã vem agradando a todos desde que chegou pelo poder de sedução que exala o seu desenho, com linhas fortes e imponentes. Ele custa caro, mas pode oferecer até sete airbags e impressiona com itens como o sistema de som multimídia. O motor é o moderno 1.6 16v Sigma, que concilia bom desempenho com consumo baixo. Sua paleta de cores é um capítulo à parte.


Honda CityHonda City: Compartilha a plataforma com o Fit, mas o desenho da atual geração tirou muitos benefícios da inspiração no Civic. E isso ajuda a traduzir o espírito com que ele vem, de oferecer um meio-caminho. O desenho agressivo e imponente vem do sedã, mas a maior altura visa o excelente espaço interno da minivan. Não faltou o ótimo pacote de itens desde o básico, mas só temos o 1.5 16v. Mas as versões de topo ficam tão caras que sai melhor levar o sedã.


JAC J5JAC J5: Vontade por parte da marca nunca vai faltar, mas na realidade é difícil colocar o J5 entre os médios. Porque ele tem tamanho de médio e visual bem-resolvido, mas usar 1.5 16v de 108 cv e apenas com câmbio manual lhe deixa mais à vontade entre os premium. Então, baixar as expectativas lhe faz se sair muito bem, por ser barato, bem-equipado e ter porte mais elegante, em relação a alguns rivais daqui. Desde que o cliente não ligue para nomes de peso.


Nissan Tiida Sedano Nissan Tiida: Sua situação um dia foi a do finado Astra. O Tiida surgiu como médio, mas passou tanto tempo sem mudanças lá fora que quando chegou aqui já foi com custo/benefício de premium, reforçado pela existência do Sentra logo acima. Ou seja, ele troca modernidade e estilo arrebatador para seduzir com um generoso pacote de itens a preço irresistível. Mas mantém as origens no motor 1.8 16v, e as vendas comedidas evitam a banalização da imagem.


Peugeot 207 PassionPeugeot 207 Passion: O Irã já lhe havia enxertado esse desengonçado terceiro volume quando era 206. E mais tarde o Brasil colocou a abaulada dianteira que lhe valeu o nome de 207… É com esse Frankenstein que os franceses sobrevivem até que chegue o 208 sedã. Mas mostraram boa vontade ao renovar a cabine e, se não teve como aproximá-lo dos médios, afastaram-no dos populares ao não oferecer 1.0. Destaque à opção do câmbio automático quando com 1.6 16v.


Renault SymbolRenault Symbol: Ele realmente merecia vender aqui tão bem quanto no país de origem, Turquia. É certo que sua base vem do Clio de 1998, mas o desenho é novo por completo. O que inclui a cabine, que começa a boa impressão com linhas sóbrias em tons claros e termina com a lista de itens de série muito atraente. Oferece o 1.6 em 8v e 16v, mas a versão mais forte agrada pelo visual bem cuidado, abolindo os detalhes em plástico preto. O câmbio automático faz falta.


VW Polo SedanVolkswagen Polo: Pode-se dizer que essa linha inaugurou os premium no Brasil. Depois do fracasso com o Classic argentino, a quarta geração chegou aqui como hatch e sedã e se acomodou um degrau acima do Gol. O bom é que eles encontraram muita gente disposta a pagar um pouco mais pela refinada qualidade de construção que já foi referência. Mas ver chegar a nova geração europeia enquanto o nosso supera os dez anos só com face-lifts é inadmissível.


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Saturday, May 5, 2012

Hatches compactos

Este artigo estreia a seção de comparativos do blog. Ela manterá o estilo dos artigos individuais de cada carro em apresentar um panorama com informações objetivas. Com isso, esta postagem será atualizada sempre que surgirem mudanças no segmento. Desta vez se falará sobre os hatchbacks que formam o segundo degrau da gama das marcas, logo acima dos populares de entrada e que já oferecem requintes como câmbio automático ou teto solar.


Chery Face: No meio da confusa gama de hatches de sua marca, este é o que apresenta desenho mais caprichado, obra do estúdio Bertone. Sua proposta é bem urbana, para a qual colabora o tamanho curto, que privilegia a cabine em detrimento do porta-malas. Não se pode negar que seu pacote de série seduz qualquer um e ainda mais pelo preço mínimo, mas não existe milagre. Sua marca ainda precisa trabalhar muito no pós-venda para merecer credibilidade.


Chevrolet AgileChevrolet Agile: Seu desenho desproporcional é o maior divisor de águas entre os clientes da categoria, mas o que mancha sua reputação é a base do Corsa 1994 num carro surgido em 2009. Mas ele se redime com o amplo interior, que segue o novo conceito da marca de duplo cockpit, trazendo linhas bonitas e fartura de equipamentos. Vem nas versões LT e LTZ e apenas com motor 1.4, e em breve chega um 1.8. Além disso, ele já está perto de receber face-lift.


Chevrolet CorsaChevrolet Corsa: Lançada em 2002, a geração atual nunca teve o carisma da anterior porque veio com versões mal planejadas. E então, desde que o Agile chegou para o seu lugar ele vem sobrevivendo apenas enquanto a versão única vender bem, mas sai de produção ainda neste semestre. Por enquanto ele resiste na Maxx 1.4, e agrada pelos itens, motor competente e em especial por desenho e qualidade de construção, para muitos melhores que os do Agile.


Fiat 500 CultFiat 500: Se as versões de topo oferecem tecnologia em itens e motor para disputar o segmento de hatches de imagem, aqui quem se mostra uma excelente opção é a Cult. Afinal, quem acha o Palio muito discreto pode abrir mão de duas portas, mas em troca levar um modelo de estilo bem mais charmoso, e com sofisticação que simplesmente não se encontra nos rivais do segmento. Isso se soma ainda à gama de acessórios: o carro oferece literalmente milhões de combinações diferentes. 


Fiat PalioFiat Palio: Sua segunda geração lhe deixou melhor do que nunca. O espaço interno aumentou muito, a lista de itens de série ficou muito atraente, e a oferta do 1.6 16v se une à do 1.4 Fire Evo. Seu desenho ficou moderno e alude aos outros hatches Fiat, mas ele se destaca é pela versatilidade: o câmbio Dualogic com opção de borboletas no volante mostra como ele seduz os conservadores, que podem ter até EBD e sidebags, e os jovens, que ganham a versão Sporting.


Ford Fiesta RoCamFord Fiesta RoCam: Este é da mesma época que o Corsa. Ele também chegou com o apelo de desenho moderno, mas o que era última tendência em 2002 ficou muito antiquado dez anos depois, fato realçado pelos dois face-lifts de gosto duvidoso que recebeu. A nova geração já existe aqui desde 2010, mas enquanto não ganhar fabricação brasileira o antigo sobrevive. E ainda vende bem, em grande parte graças à famosa promoção dos variados “upgrades”.


JAC J3JAC J3: A linha apoiada pelo Faustão chegou ao país com o clássico apelo chinês de farta lista de equipamentos, mas aliada a um preço não tão baixo assim. Seu pulo-do-gato começou com o desenho bem-resolvido, mas a coroação veio com o excelente desempenho no teste de longa duração de uma revista. É de se esperar que o pós-venda melhore com a construção de uma fábrica no país, mas daí também se podem esperar motor flex e câmbio automático.


Kia PicantoKia Picanto: O desenho matador revela o quão moderno é este projeto. Ele é o carro de entrada da marca, mas o alto IPI lhe faz subir um degrau no Brasil. Sorte que seu conjunto é tão bom que mesmo aqui ele não faz nada feio. Seu 1.0 flex de três cilindros preza pela economia, mas ele agrada é pelo espaço interno surpreendente e pela lista de equipamentos, que pode até trazer câmbio automático. É caro, mas tem tudo para agradar à clientela mais “descolada”.


Nissan MarchNissan March 1.6: Suas versões mais caras chegam a um preço que lhe distancia da categoria de entrada em que as 1.0 atuam. É um motor moderno e eficiente num carro moderno e espaçoso, mas nem a versão esportiva SR tira essa aparência de popular, dada em especial pelo desenho que parece antiquado e efusivo demais. Porém, quem fechar os olhos para ele terá um preço razoável pedido por um pacote de itens que inclui até direção elétrica, mas só com câmbio manual.


Peugeot 207: Foi o primeiro carro de sua marca a se fabricar no Brasil. Se a meia-vida do 206 lhe valeu um retoque mínimo, em 2008 só ganhou um face-lift mas já virou 207, que ganhou o seu retoque ano passado. E assim se segue vendendo um projeto de 1998, cujas linhas por mais belas que sejam já demonstram cansaço. Pelo menos em 2013 chega o 208, este sim um novo carro, então enquanto isso o atual sobrevive em 1.4 e 1.6 16v com bons itens e a preço atraente.


Renault SanderoRenault Sandero: Partir do moderno projeto do Logan e lhe dar carroceria hatchback com desenho muito mais inspirado foi a melhor jogada que a Renault brasileira poderia fazer. Ele completou a adoração pelo público com a versão Stepway, e isso só melhorou com o face-lift do ano passado: está ao redor da ata posição nas vendas do país. Tem versões para todos os bolsos, mas as 1.6 não concorrem com o veterano Clio e podem vir com câmbio automático.


Volkswagen FoxVolkswagen Fox: Se os problemas eram visual insosso e painel rebuscado, desde 2009 ele usa as últimas tendências da VW europeia para dar o toque de requinte dos Polo e Golf dali. Não se pode negar que ele já está na meia-vida, mas ainda agrada pelo enorme espaço interno, reforçado pela altura típica das minivans. Tem ganhado mais equipamentos, e seduz muito na versão CrossFox. É de se esperar que a linha 2013 receba até o ecológico Bluemotion.

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