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Sunday, August 19, 2012

Fiat Palio e Grand Siena Sky Wind

Fiat Grand Siena EssenceAo longo da história dos automóveis, alguns itens em especial ganharam valor maior do que outros pela ideia a qual se associaram. Câmbio automático para trazer conforto, bancos de couro para o luxo, aerofólios para a esportividade ou estepe na traseira para o off-road, os itens podem mudar mas o jogo de imagens nunca vai sair de cena quando se quer realçar a vocação de uma versão. A Fiat domina isso como poucas, e agora resolveu inovar na nova geração de seus compactos ao dar-lhes um toque de charme inédito.

Pergunta rápida: como é a maioria dos carros que você vê com teto solar? É muito provável que sejam grandes e ainda mais que sejam caros, como crossovers ou esportivos. Pelo menos no Brasil, a situação deste item frente aos consumidores já foi a do câmbio automático, até quinze anos atrás. Os tempos começaram a mudar para este porque surgiram alternativas como o automatizado, que fazem serviço parecido por preço muito menor e podendo se adaptar a quase qualquer carro – remover esses obstáculos lhe fez começar a aparecer em modelos cada vez mais baratos e hoje já ser muito comum. Já o teto solar até agora não tem uma alternativa como essa, mas no fim das contas ela não é tão necessária. A questão aqui é que o teto aberto herda parte do charme dos conversíveis, formando uma compra bem mais emocional. Seja pela luminosidade, pela vista maior sem sair do carro ou pelo puro gosto de circular com a peça aberta como um spoiler, muita gente gosta desse equipamento. É o que motivou as alternativas como o parabrisa panorâmico, que é grande mas não se abre, ou mesmo o teto solar Sky Window do Stilo de anos atrás, que estreava o tamanho extragrande mas usando palhetas escamoteáveis.

Fiat Palio e Grand Siena Sky WindFoi este mesmo carro, aliás, que inaugurou no Brasil a valorável iniciativa da Fiat de difundir o item entre seus carros. Hoje em dia também o vemos em 500, Bravo, Freemont, Idea e Punto na linha brasileira, num clube que agora ganha a participação de dois dos carros mais vendidos da marca. O tamanho teve a mesma generosidade vista nos irmãos, e quando fechado se assemelha a uma grande continuação do vidro dianteiro, terminando na metade das portas traseiras. Uma ótima notícia é que ele conta com uma tela para reduzir a claridade, mas uma melhor ainda é o título que ele dá à dupla: segundo a marca, os dois são os primeiros de seus segmentos a trazer teto solar panorâmico em todas as versões – o Grand Siena virou o primeiro sedã compacto/premium do país a usá-lo. Ele será oferecido como opcional por R$ 2.900 à exceção do Palio Attractive 1.0, que cobra R$ 200 a menos, sempre desatrelado de qualquer kit. Esses preços surpreendem porque ficam em mais de mil reais abaixo do praticado por outros carros, mesmo os menores. Isso permite ao cliente levá-lo sem medo, pois é o preço de um item bem mais comum… mas que dá ao carro um toque de charme sem igual.

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Wednesday, June 6, 2012

Sedãs Premium

O dossiê desta vez reúne os sedãs que se encontram a meio-caminho entre os compactos e os médios. Essa categoria ganhou força no começo da década passada, em especial porque agradam em cheio a quem quer imagem mais refinada e exclusiva que a dos sedãs compactos, mas sem chegar aos preços e consumos mais elevados dos sedãs médios. Este artigo dará um breve resumo sobre cada um dos possíveis concorrentes nesta categoria, e será atualizado a cada lançamento futuro.


Chery Cielo SedanChery Cielo: Assim como o J5, este sedã é um médio para os olhos da marca, e um premium no mundo real. Seu desenho brada aos quatro ventos que tem assinatura Pininfarina, mas a dianteira conservadora não faz o melhor par do mundo com a traseira agressiva e as laterais que imitam o Alfa Romeo 156. E este é o diferencial de mais este chinês, que como todos os outros vem completo de fábrica, mas com 1.6 16v a gasolina. Sua garantia total é de três anos.


Chevrolet-Sonic4Chevrolet Sonic: Ele já fez sucesso em vários países e não é difícil de encontrar o porquê. Seu cartão de visitas é o estilo amplamente elogiado, mas por trás dessa esportividade herdada da versão hatch se revela um sedã muito bom para a família. O espaço interno é garantido pela construção moderna, e o painel com estilo de moto antecipa a agilidade do 1.6 16v Ecotec, podendo vir com câmbio automático. É uma opção para as famílias que querem mais estilo.


Fiat Grand SienaFiat Grand Siena: Aqui o enfoque se faz nos Essence. A segunda geração lhe deu carroceria espaçosa e com desenho cheio de relevos e cromados que lhe dá personalidade própria. É um ar luxuoso que combina muito bem com a cabine de acabamento em duas cores desta versão. Além disso, ela ganha pontos pelo pacote de itens e em especial pelo motor 1.6 16v de 117 cv, que pode completar o conforto com câmbio Dualogic. Em breve chega a opção do teto solar.


Ford New Fiesta SedanFord New Fiesta: Sua importação do México está por dar lugar à produção brasileira. Este sedã vem agradando a todos desde que chegou pelo poder de sedução que exala o seu desenho, com linhas fortes e imponentes. Ele custa caro, mas pode oferecer até sete airbags e impressiona com itens como o sistema de som multimídia. O motor é o moderno 1.6 16v Sigma, que concilia bom desempenho com consumo baixo. Sua paleta de cores é um capítulo à parte.


Honda CityHonda City: Compartilha a plataforma com o Fit, mas o desenho da atual geração tirou muitos benefícios da inspiração no Civic. E isso ajuda a traduzir o espírito com que ele vem, de oferecer um meio-caminho. O desenho agressivo e imponente vem do sedã, mas a maior altura visa o excelente espaço interno da minivan. Não faltou o ótimo pacote de itens desde o básico, mas só temos o 1.5 16v. Mas as versões de topo ficam tão caras que sai melhor levar o sedã.


JAC J5JAC J5: Vontade por parte da marca nunca vai faltar, mas na realidade é difícil colocar o J5 entre os médios. Porque ele tem tamanho de médio e visual bem-resolvido, mas usar 1.5 16v de 108 cv e apenas com câmbio manual lhe deixa mais à vontade entre os premium. Então, baixar as expectativas lhe faz se sair muito bem, por ser barato, bem-equipado e ter porte mais elegante, em relação a alguns rivais daqui. Desde que o cliente não ligue para nomes de peso.


Nissan Tiida Sedano Nissan Tiida: Sua situação um dia foi a do finado Astra. O Tiida surgiu como médio, mas passou tanto tempo sem mudanças lá fora que quando chegou aqui já foi com custo/benefício de premium, reforçado pela existência do Sentra logo acima. Ou seja, ele troca modernidade e estilo arrebatador para seduzir com um generoso pacote de itens a preço irresistível. Mas mantém as origens no motor 1.8 16v, e as vendas comedidas evitam a banalização da imagem.


Peugeot 207 PassionPeugeot 207 Passion: O Irã já lhe havia enxertado esse desengonçado terceiro volume quando era 206. E mais tarde o Brasil colocou a abaulada dianteira que lhe valeu o nome de 207… É com esse Frankenstein que os franceses sobrevivem até que chegue o 208 sedã. Mas mostraram boa vontade ao renovar a cabine e, se não teve como aproximá-lo dos médios, afastaram-no dos populares ao não oferecer 1.0. Destaque à opção do câmbio automático quando com 1.6 16v.


Renault SymbolRenault Symbol: Ele realmente merecia vender aqui tão bem quanto no país de origem, Turquia. É certo que sua base vem do Clio de 1998, mas o desenho é novo por completo. O que inclui a cabine, que começa a boa impressão com linhas sóbrias em tons claros e termina com a lista de itens de série muito atraente. Oferece o 1.6 em 8v e 16v, mas a versão mais forte agrada pelo visual bem cuidado, abolindo os detalhes em plástico preto. O câmbio automático faz falta.


VW Polo SedanVolkswagen Polo: Pode-se dizer que essa linha inaugurou os premium no Brasil. Depois do fracasso com o Classic argentino, a quarta geração chegou aqui como hatch e sedã e se acomodou um degrau acima do Gol. O bom é que eles encontraram muita gente disposta a pagar um pouco mais pela refinada qualidade de construção que já foi referência. Mas ver chegar a nova geração europeia enquanto o nosso supera os dez anos só com face-lifts é inadmissível.


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Thursday, April 12, 2012

Sedãs compactos

Abaixo dos premium mas acima dos populares, esse subsegmento é um dos mais recentes a se formar no Brasil. A leva inicial foram modelos muito racionais, de preco acessível por espaço interno digno de modelos maiores, mas que cobrava isso no desenho não muito inspirado. Com isso, as outras marcas vieram a lançar os seus modelos com foco bem maior na estética, e hoje em dia temos duas vertentes que permitem agradar a muitas famílias de até cinco pessoas.


Chevrolet CobaltChevrolet Cobalt: Usar a moderna plataforma europeia da Opel lhe trouxe o benefício do latifúndio de interior e porta-malas. Fazer a cabine no dual cockpit da Chevrolet americana lhe deu estilo de bom gosto, com toques (leia-se peças) de Cruze e Sonic. Seu grande tropeço foi lembrar do Brasil justo na hora de escolher o desenho: a inspiração veio do Agile… Mas é um sedã muito competente. Se falta fôlego ao motor 1.4, logo chega o 1.8, com câmbio automático e tudo.


Fiat Grand SienaFiat Grand Siena: Estrear geração nova lhe deu cabine muito mais espaçosa que a anterior, apesar de que ele não é o campeão daqui nesta área. Mas ele vira o jogo com o estilo arrebatador, de linhas refinadas e mais elegantes do que nunca. O pacote de itens melhorou tanto desde a versão básica que as de topo viraram premium. Como o foco daqui são as com motor 1.4, vale destacar que ele é o único com versão Tetrafuel, que roda com quatro opções de combustível.


Ford Fiesta RoCam SedanFord Fiesta RoCam: Mais antigo de todos, ele tem o trunfo de ser um dos raríssimos casos de sucesso estilístico ao adaptar o sedã a partir de um hatch cujo projeto original não lhe previa. É uma pena que os dois face-lifts já tiraram a harmonia inicial, mas ele ainda agrada por ótimo espaço de cabine e porta-malas, motores competentes e durabilidade. Mas hoje em dia mais pelas agressivas promoções da marca, que lhe enchem de itens a preço que esconde sua idade.


JAC J3 Turin: É a versão três-volumes do pioneiro da marca do Faustão. Seu desenho em linhas delicadas de perfil baixo não nega um forte ar de anos 90, mas pelo menos ficou harmônico. De resto, ele apenas repete as qualidades do dois-volumes: muitos itens, preço baixo e, mais recentemente, durabilidade e assistência técnica de qualidade comprovadas por um teste de revista. É de se esperar que isso melhore quando a JAC concluir sua fábrica aqui.


Nissan VersaNissan Versa: Partir da plataforma do March lhe permitiu ganhar espaço interno excelente, e ainda aliado aos baixos custos em manutenção e no próprio preço final do carro, mesmo com seus generosos pacotes de itens. Estes e a restrição ao eficiente motor 1.6 16v reforçam que ele está acima dos populares. Mas nenhuma tentativa de passar ideia de luxo justifica seu desenho de linhas inchadas que não se entendem entre si. O câmbio automático faz falta.


Renault LoganRenault Logan 1.6: Como todo pioneiro, é o mais fiel aos ideais originais. O face-lift não pôde disfarçar a proposta tão exaltada no lançamento: seu foco é ser barato e isso se explica nas linhas discretas e simples por dentro e por fora. Mas esse desenho quadrado se justifica no interior, com espaço para cinco e malas maior que o de alguns sedãs médios. Pode até ter câmbio automático, mas a imagem das versões de topo sofre com a adoração dos taxistas.


Volkswagen VoyageVolkswagen Voyage: Ele é um Gol com três volumes. E é isso que lhe impede de brigar com os premium mesmo nas versões mais caras, porque ele não tem o prestígio que desejam os clientes daqueles. Então, deixando isso de lado se vê um sedã moderno mas sem pretensões de luxo, com qualidade de construção impecável, motores de fácil manutenção e cabine espaçosa. O topo da linha traz câmbio I-Motion mas vale esperar o face-lift, que não demora a chegar.

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Saturday, March 24, 2012

Fiat Grand Siena

Fiat Grand Siena EssenceLançado em 1997, o Siena chegava muito mais moderno e estiloso que os antecessores Premio e Oggi, mas esbarrava em detalhes de desenho. Logo em 2000, porém, o toque mágico de Giorgetto Giugiaro se encarregou de fazê-lo cair no gosto de todos. O face-lift de 2004 lhe deu mais requinte, e em 2008 ele chegou a esboçar um distanciamento do Palio. E hoje em dia chegou à melhor safra já vista. Melhorou em tantos sentidos que nem o nome deixou de evoluir.

Projetado em conjunto entre as Fiats italiana e brasileira, ele não podia ter alcançado melhor a meta de ficar mais requintado que o hatchback. Ele usou uma receita parecida à do médio Linea, de aproveitar interior e partes não-visíveis, e por fora apenas as portas dianteiras. Isso garante liberdade bem maior para o estilo do sedã, que passa longe de parecer apenas um Palio com porta-malas inchado. O Grand Siena não deixa de lembrar o modelo do qual surgiu, mas é fácil de perceber que ele trocou o ar jovial do compacto para se inspirar na sensação de requinte que exala o sedã maior. Esse salto no design é um trunfo e tanto ante rivais menos favorecidos nesse aspecto, como Chevrolet Cobalt, Nissan Versa e Renault Logan.

Fiat Grand SienaÉ interessante notar como o sedã parte de certos detalhes do Palio mas os converte em favor do seu estilo mais sóbrio. Os vincos da lateral deixam de simular a entrada de ar do Sporting para formar conexão com os detalhes da dianteira. E por dentro, se a cabine precisava ser a mesma, as saídas de ar centrais ficaram quadradas para tirar o ar jovial. O carro cresceu em todas as dimensões, em que ganha destaque o entre-eixos 14 cm maior: isso se traduz em espaço interno muito melhor que o da geração anterior. Além disso, os bancos ganharam novos revestimentos, que podem combinar com vários detalhes da cabine para dar ar mais requintado. É o caso das saídas de ar, comandos do console central e até a faixa colorida que recebe o acabamento Insert Molding.

O porta-malas cresceu para 520 litros, mas é sua lista de equipamentos que ficou muito mais generosa. A versão Attractive (R$ 38.710) já traz de série airbag duplo, computador de bordo, direção hidráulica, farois de neblina, freios com ABS e EBD, vidros dianteiros e travas elétricos e tampa traseira com abertura pelo logotipo. A Tetrafuel (R$ 48.290) adiciona ar-condicionado e uma tela que mostra em barras digitais o nível do combustível líquido (a mistura de álcool, gasolina, e nafta que se tiver no momento) em uma, e o de GNV na outra. Elas trazem o 1.4 Fire, de 88 cv e torque de 12,5 kgfm, em que o da Tetrafuel ainda rende 75 cv e 10,7 kgfm, ao usar GNV.

Já a Essence (R$ 43.470) agrega ar-condicionado, rodas de liga leve aro 16”, detalhes cromados por dentro e por fora e outras opções de cor para os acessórios da cabine, entre outros. Além do próprio câmbio automatizado, a Essence Dualogic (R$ 45.900) traz volante multifuncional revestido em couro e com borboletas para as trocas de marcha. Estas vêm com o 1.6 16v e.TorQ de 117 cv e torque de 16,8 kgfm. Como opcionais ainda existem itens como sistema de som multimídia com Bluetooth, sensores de chuva, estacionamento e crepuscular e sidebags dianteiros. Ele também conta com a linha de acessórios e adesivos oferecida para o Palio.

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