“Não se mexe em time que está ganhando”. Este provérbio rege com perfeição a decisão da Ford em fazer o Focus romper o ano fiscal sem qualquer alteração para o hatch, que por sua vez também atende pela alcunha de líder de vendas de seu segmento, com 24% de participação. Suas três versões se combinam com os dois motores 16v flex nas opções GL 1.6, GLX 1.6 ou 2.0 e Titanium 2.0. O pacote de itens é generoso desde a mais barata, cotada em R$ 49.400. A foto é da famosa edição RS, restrita à Europa.
Tuesday, July 17, 2012
Ford Focus 2013
Tuesday, April 17, 2012
Sedãs médios
Simplesmente o segmento mais movimentado no Brasil. Não no sentido de maiores números de vendas, mas sim o que recebe mais atenção por parte dos fabricantes – já foi o ponto de partida de muitas marcas em nosso mercado. É a categoria que concilia doses de luxo e desempenho muito distantes dos populares com o preço ainda mais acessível que o dos carros muito maiores. Este artigo será atualizado sempre que ocorrerem novos lançamentos.
Chevrolet Cruze: Seu sucesso nas vendas se deve ao passado e ao presente. Afinal, trata-se do herdeiro de Monza e Vectra, verdadeiros objetos de desejo em suas épocas. O Cruze ocupa este posto trocando a cópia aos Opel alemães pelo desenho feito na Coreia que caiu no gosto de muitos mercados. Estreou aqui o eficiente 1.8 16v Ecotec com câmbio de seis marchas nas duas opções. Seu preço é salgado, mas desde a versão básica a lista de itens é muito generosa.
Citroën C4 Pallas: Projeto chinês com base no original da França, seu desenho grande demais não merece um troféu de beleza – os chineses foram radicais a ponto de fazer outro sedã, menor e mais esportivo, e vendê-los lado a lado. A parte boa é que se tem um latifúndio tanto na cabine como no porta-malas campeão, mas seu estilo revolucionário no lançamento já denuncia a idade: a chegada do novo C4 hatch para o ano que vem acende o sinal amarelo para este grande sedã.
Fiat Linea: Não dá para entender o uso do Punto para fazer o sedã médio quando se tem o médio Bravo logo acima, mas seu desenho ganha méritos por divergir do hatch ao migrar à elegância sóbria. Sua farta lista de itens inclui bancos de couro e câmbio automatizado, e a versão T-Jet traz motor turbo. Seu futuro pode ser o face-lift turco ou o todo-novo Viaggio chinês, mas nem os donos do atual podem reclamar: aliado pelo L’Unico, seu pós-venda é um dos melhores do país.
Ford Focus: Para quem revolucionou o mercado com o estilo New Edge da primeira geração, a atual já parecia bem mais conservadora desde que chegou. Com a chegada da terceira em EUA e Europa, então… É preciso olhá-lo com estas ressalvas para que se torne interessante. Colaboram para isso a boa lista de itens e o projeto de qualidade exemplar, com motores modernos e eficientes. Fora que suas vendas médias evitaram que sua imagem se banalizasse nas ruas.
Honda Civic: Fez tanto sucesso como importado nos anos 1990 que mereceu produção brasileira. E desde então virou um dos ícones entre os sedãs médios, porque não demorou a ganhar a imagem de carro “superior”. Acabou de receber nova geração, mas se pode considerar uma evolução da anterior. Ou seja, temos uma dose de elegância aplicada àquele desenho esportivo cativante, mas com mais itens de conforto e tecnologia, motor eficiente e até modo econômico.
Hyundai Elantra: Este nome ainda é muito associado àquele sedã desengonçado que tentou cair no nosso gosto na fase dos importados de 1990. A Hyundai agora se redime trazendo a nova geração com inúmeras melhorias. O desenho é a sedução do Sonata em escala menor, mesmo caso da farta dose de itens e parte mecânica moderna e eficiente. Ou seja, é o sedã médio que se compra para chamar atenção. Pena que ele também herdou os preços excessivos.
Mitsubishi Lancer: Sua cabine esportiva combina preto com alumínio e pode ter bancos de couro e nove airbags. O porta-malas de 413 litros leva a bagagem de cinco. Quem empurra tudo isso é o 2.0 16v de 160 cv com opção de câmbio CVT. A garantia é de três anos e a marca tem a tradição de quem monta aqui Pajero e L200. Os preços estão na média dos rivais, e isso deve melhorar quando tiver produção nacional. É um belo complemento para todo esse design, não?
Peugeot 408: Primeira atração neste sedã é o estilo: linhas elegantes e fluidas que chamam atenção por onde ele passa. Partir do 308 explica o interior espaçoso, arejado pela ampla área envidraçada e adornado pelos diversos itens de segurança, conforto e tecnologia. O motor 2.0 16v flex é forte e tem opção de câmbio automático. Mas ele sabe que seu visual merece mais, e isso vem na Griffe THP: o conjunto motor-câmbio que ela traz beira o indefectível.
Renault Fluence: Fluidez na dianteira que passa às laterais imponentes e termina na provável traseira mais estilosa da categoria. É a opção três-volumes da família Mégane que não veio para cá na geração atual. Ele também usa um 2.0 16v, mas se vale do câmbio automático Nissan para a ótima dirigibilidade. Seus preços são altos, mas isso se compensa com a lista de itens. É o oásis de classe numa linha Renault cuja base hoje prefere copiar os desengonçados da Dacia.
Toyota Corolla: Eterno arquirrival do Civic, o Corolla vem seguindo um estilo mais conservador. Faz com o Focus a dupla dos veteranos desta categoria, o que não é um destaque positivo. Ele já trocou de versões, ganhou 2.0 16v e face-lift, mas uma nova geração já se faz necessária. Nada disso, no entanto, impede que este carro de ser uma ótima compra. Afinal seu desenho ainda agrada, e ele se desdobra em Altis e XRS para os mais sóbrios e joviais, na ordem.
Volkswagen Jetta: A 4ª geração veio em 2002 a preços enormes. Teve face-lift e tudo, mas quando ficou acessível chegava a 5ª. Como esta também veio cara a VW tentou que convivessem –mas entre pagar demais ou levar o antigo o cliente acabava indo a outra marca. A 6ª veio moderna para matar as duas, e só ai se deu bem. Mas herdou a bipolaridade nas versões: a básica ficou pesada para o 2.0 de antes enquanto a Highline fascina com o TFSI tanto quanto assusta pelo preço.
Sunday, April 15, 2012
Hatches médios
Existem muitos que torcem o nariz para esta categoria. Afinal, pagar o preço de um sedã ou minivan por carros sem o porta-malas do primeiro ou o espaço interno do segundo parece um contrassenso completo. Isso se explica com que os hatches médios realmente não se importam com sobriedade ou familiaridade. Eles estimulam o lado racional, através da traseira curta que evoca uma esportividade muitas vezes correspondida pelo visual e motores. E eles fazem isso muito bem.
Chevrolet Cruze Sport6: Um engenhoso retrabalho de proporções foi o suficiente. O Sport6 consegue aludir ao Cruze o tempo todo mas sabendo ter personalidade própria. São linhas volumosas que terminam numa estilosa traseira de pretensões fastback. Sua cabine preserva todo o espaço amplo do sedã sem perder muito no porta-malas. Seu preço é salgado, mas ele traz motor e câmbio muito modernos e pacote de itens muito atraente, desde a versão básica.
Citroën C4: Se a versão VTR em que desembarcou aqui pela primeira vez era futurista demais para o seu tempo, seus tempos atuais são a calmaria dos veteranos. Não se pode esperar muito de um carro cuja próxima geração está prevista para o começo do ano que vem, senão um apelo ao custo/benefício. Em nenhum momento deixa de ser bom carro, no entanto. Mas o grande recheio de sua lista de itens só vale a pena para quem não liga para ares de novidade.
Fiat Bravo: Seu pecado foi o excessivo atraso para chegar no Brasil… e as críticas terminam aqui. Ele tem o que a Fiat oferece de melhor, tanto na lista de itens que inclui teto solar e central multimídia com tela de 6,5” como na parte técnica, capitaneada pelo motor turbo da versão T-Jet. É um carro que chama atenção por onde passa, ainda mais em certas opções de cor. E falando em visual, quem consegue resistir às italianíssimas linhas que lembram Ferrari e Maserati?
Ford Focus: Chegou com motor a gasolina numa época em que todo o mercado de nacionais já oferecia apenas flex. Se isso lhe entorpeceu as vendas até hoje, o lado bom é que sua presença rarefeita ainda lhe permite fazer ótima impressão. É um carro de ótima qualidade, com estilo discreto mas caprichado, que usa motores modernos e eficientes e que traz boa lista de itens. Mas a nova geração já foi lançada há algum tempo, e deve aposentar a daqui em breve.
Hyundai i30: Sua campanha de lançamento fez tanto alarde para o custo/benefício que este coreano atraiu hordas de interessados nas revendas. Mas logo as trapalhadas da importadora se encarregaram de refrear os ânimos que o aumento do IPI depois congelaria de vez. Hoje ele ainda tem atrativos quanto aos itens, mas as grandes vendas ajudaram a lhe tirar o sabor de novidade. A nova geração vem em breve, mas é provável que a atual se despoje para seguir.
Hyundai Veloster: A empolgação da marca lhe faz parecer um esportivo legítimo, belo e rápido e sedutor e etc. Já a razão faz ver que ele não passa de um hatch do nível dos outros aqui presentes, ainda que com visual muito mais elaborado e sem a porta traseira esquerda. É uma ótima opção para ser o centro das atenções na rua, mas sua importadora parece jogar contra ele: já se reclamou de unidades com motor mais fraco que o prometido. E ele é tão caro…
Nissan Tiida: A idade do projeto ainda está na média. Sua cabine é espaçosa, as versões vêm bem equipadas e por bons preços, o motor é eficiente e pode ter câmbio automático. Sua marca é estável e tem bom pós-venda. Então por que o Tiida nunca vendeu bem? Talvez a resposta seja o desenho: suas linhas retas são discretas demais, não têm a personalidade que distingue vários de seus rivais. Mas se você só busca custo/benefício, nisso ele é um dos melhores.
Peugeot 308: Se não é a última notícia na Europa, aqui ele chegou há pouco tempo e tem condições de roubar muitas vendas. Seu estilo é um salto enorme sobre o finado 307, e aposta na sedução das linhas típicas da escola francesa. A cabine segue o sedã 408 no espaço amplo e na fartura de equipamentos, mas aqui temos a opção do Cielo. Ele estreou um 1.6 mais eficiente e também oferece 2.0, ambos flex, mas em breve as coisas melhorarão ainda mais com o motor turbo.
Volkswagen Golf: Este dossiê não podia terminar melhor senão com o rei da veterania. Para quem alardeava em 1998 produzir aqui o exato vendido na Europa, o que falar ao lembrar que hoje o nosso Golf ficou duas gerações atrasado em relação àquele? Ele ainda é excelente de dirigir e a cada ano fica mais equipado, mas nada disso mascara que é o mais antigo entre estes – colaborou para isso o infeliz face-lift de 2005. O auge da decadência foi a a morte do GTI.
Friday, January 28, 2011
Ford Focus Titanium
Apresentado no último Salão do Automóvel, o Focus Titanium finalmente chega às lojas como hatch e sedã. Substituindo a antiga Ghia, ele vem custando R$ 70.595 para o hatch manual, R$ 75.275 para o hatch automático, e R$ 77.275 para o sedã, que só vem com o segundo tipo de câmbio, preços cerca de R$ 1600 maiores que os das versões Ghia, mas que também representam a adição de alguns equipamentos de série.
Os Focus Titanium trazem farois direcionais, rodas de liga leve exclusivas, porta-luvas refrigerado, retrovisor interno eletrocrômico e sistema de som multimídia My Connection, estes três últimos também incorporados à lista de série do GLX 2.0. De resto é o mesmo Focus de sempre, com uma qualidade de construção impecável e talvez a melhor dirigibilidade do segmento, ainda melhor com as novas caixa de câmbio e embreagem. Seu motor é sempre o 2.0 16v flex, com 143/148 cv.
Saturday, February 27, 2010
Ford Focus 2.0 Flex
Se o Focus foi um marco no mercado quanto à modernidade e ousadia, sua nova geração o contradisse ao chegar no Brasil. Moderno, o motor 2.0 16v Duratec oferecido no lançamento fazia o possível, mas beber apenas gasolina foi uma cruz que o modelo precisou carregar até o fim do ano passado.
Em compensação, 2010 já está sendo ótimo para o médio: Depois de ganhar o 1.6 16v Sigma junto de versões mais acessíveis, agora ele finalmente recebe a tecnologia flex no motor maior, tanto para hatchback quanto sedã, ainda que sem alterações muito grandes. Sua caixa automática sequencial ganhou novo acerto, enquanto a manual foi substituída, a antiga europeia cedendo lugar a uma de produção nacional.
Produzindo 143/148 cv (gasolina/álcool), o 2.0 16v flex passa a equipar as duas carrocerias do modelo, nas versões GLX e Ghia, e com as opções de transmissão manual ou automática. O Focus 2.0 GLX manual tem preço inicial de R$ 56.570, enquanto o 2.0 Ghia automático começa em R$ 69.900. A versão sedã segue esta tabela, mas sempre com um acréscimo de R$ 2.000.
Wednesday, December 16, 2009
Ford Focus 1.6 16v
Ainda que seja um excelente produto, com desenho atraente, alto nível de sofisticação e soluções técnicas modernas, o novo Focus ainda não deslanchou nas vendas, não importa com que carroceria.
Mas a principal responsável por este insucesso é a ausência de motores flexíveis nas opções do modelo, defeito este que passa a ser história com a chegada da opção do 1.6 16v Sigma, sucessor dos RoCam no mundo todo, e que também supre a necessidade de uma versão de entrada, ideal para combater rivais como VW Golf, Fiat Stilo Attractive ou Chevrolet Astra, mais baratos, mas ainda muito bem-equipados.
Moderno, seu motor de alumínio produz 109/116 cv (gasolina/álcool) e apresenta baixo peso, que ajudado por ótimas relações de marcha consegue extrair desempenho satisfatório, considerando o elevado peso do modelo, e ainda com impressionantes suavidade e silêncio. Segundo a fábrica, ele vai de 0 a 100 em 12,5 segundos e atinge 189 km/h de máxima, quando usando o combustível vegetal.
O Focus 1.6 recebeu uma agressiva estratégia de vendas por parte da Ford, recebendo airbag duplo, ar-condicionado, computador de bordo, direção hidráulica, sistema de som com MP3 rodas de liga leve de 16 polegadas de série desde a versão básica GL, que parte de R$ 49.900. Já a GLX começa em R$ 51.400, e adiciona vidros elétricos traseiros e com sistema um-toque para todos, além de detalhes externos na cor do veículo, entre outros. Os únicos opcionais são freios com ABS, EBD, CBC e disco nas rodas traseiras.
Tuesday, October 28, 2008
Ford Focus Sedan 2009
Recentemente re-estilizado na Europa, o novo Focus brasileiro chega sem dever nada aos irmãos estrangeiros. Assim como na versão hatch, o sedã vem com fortes predicados para ganhar uma expressiva fatia das vendas do segmento. Suas linhas externas (ainda que com uma traseira comportada e imitando o irmão maior Mondeo) sugerem uma esportividade, continuada pelo motor 2.0 16v Duratec de 145 cv, e pelo câmbio, manual de cinco marchas ou automático de quatro, com opção de trocas seqüenciais.
Assim como os principais concorrentes, Honda Civic, Toyota Corolla e Fiat Linea, o Focus traz ótimo pacote de equipamentos tanto na versão básica GLX quanto na completa Ghia, com ar-condicionado digital dual-zone, duplo airbag, som multimídia com comandos no volante e computador de bordo, além do teto solar. Seus preços giram em torno dos 65 mil reais.
Monday, October 27, 2008
Ford Focus 2009
Vindo um ano mais cedo que o previsto, o novo Focus importado da Argentina vem para o Brasil igual ao produzido no resto do mundo, compartilhando plataforma com o Volvo C30, nas versões hatch e sedan.
Seguindo o novo estilo Kinetic, ele traz linhas que lembram muito o estilo New Edge do antecessor, mas que ao mesmo tempo são mais atuais, e menos recortadas.
O novo Focus vem por enquanto apenas com o ótimo motor 2.0 Duratec, a gasolina, que produz 145 cv – uma versão flex ainda não está prevista oficialmente.
Assim como o sedan, ele pode vir nas versões GLX ou topo-de-linha Ghia, com câmbio manual ou automático seqüencial, de quatro marchas. A versão antiga continua a ser fabricada, mas apenas com o motor 1.6.
