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Anos atrás, a chegada do C4 hatch foi anunciada com muito orgulho por colocar belíssimas linhas aliadas a muita sofisticação entre os hatches médios. Mas ver o passar dos anos sem atualizações de estilo não poupou o francês, que começou a ver os rivais ficando cada vez mais modernos. A gota d’água foi a chegada da nova geração do seu próprio equivalente europeu: com chegada esperada para o ano que vem, o antigo por enquanto precisa fazer o que pode.
Embora o mercado chinês tenha criado um face-lift no modelo atual, estima-se que a nossa Citroën trará o modelo europeu. Com certeza será a solução de maior aceitação por aqui, porque se trata de um carro inteiramente novo e ainda mais bonito. Então o modelo que temos em mãos entra em seus últimos dias procurando voltar-se ao custo/benefício para continuar vendendo bem, como faz a maioria dos carros que estão prestes a receber substituto. O lado interessante é que a marca francesa resolveu essa questão sem abalar o charme que tanto caracteriza seus carros.
Em vez de retirar equipamentos ou reduzir a qualidade do acabamento, eles adicionaram o teto solar, de série no modelo cujos preços partem de R$ 61.300. Isso ganha importância porque se trata de um item tido por muitos como ícone de charme e requinte, mas que frequentemente se encontra restrito a poucos modelos e sempre como um equipamento muito caro. No entanto, o aparelho é um tanto pequeno e do tipo que a seção que se abre vai para fora do carro, formando um defletor – nos modelos mais sofisticados a placa de vidro entra no forro do teto.
Outra novidade é que o C4 também trouxe o irmão menor para a série Solaris. Isso mesmo, o C3 hatchback volta a oferecer seu teto solar no Brasil, que a julgar pelas imagens do comercial parece ser o mesmo equipamento para os dois – o do C3 é produzido pela Webasto. Mas nada disso retira o mérito da Citroën em fazer a despedida dos seus estilosos hatches com estilo. O C3 com teto solar vem apenas na versão Exclusive 1.6 16v de 113 cv por R$ 48.490, enquanto o C4 vem na Exclusive Sport 2.0 16v de 151 cv com câmbio manual ou automático, este por R$ 69.090.
Depois de tanta espera, o crossover japonês chega à nova geração. Há vários anos ele já ocupa um importante espaço na preferência do brasileiro pelo estilo bonito e imponente, ótima oferta de itens e preços razoáveis. E sua nova safra vem para reforçar todos esses aspectos, criando um concorrente de peso no que já virou todo um segmento bem-estabelecido no país. Afinal, já é composto pelos coreanos Hyundai ix35 e Kia Sportage, americanos Dodge Journey e Ford Edge, e os europeus Land Rover Freelander e Peugeot 3008.
Seu estilo segue as mais recentes tendências da marca japonesa, trazendo um conjunto de linhas fortes mas que não parecem volumosas. São vincos bem-definidos e volumes em proporção correta, que trazem a ideia geral da mesma esportividade que vem caracterizando o modelo, mas com um ar de elegância que não nega o parentesco com o irmão Civic. A dianteira mantém o destaque na grade, mas com um estilo muito mais discreto que a peça saltada e em dois níveis que a geração anterior usava. E as vistosas lanternas em formato irregular ficaram mais bonitas que as anteriores, com formato que invade as laterais em formato de bumerangue.
As boas heranças chegaram também à cabine do CR-V, que incorporou um excelente pacote tecnológico. É o caso do botão ECON inaugurado com o sedã, que altera diversos parâmetros da parte mecânica visando alcançar um consumo mais baixo. O carro não perde nada em desempenho mas fica com respostas mais lentas e o ar-condicionado usa maior volume da recirculação para menor demanda elétrica, além de o piloto automático mudar o regime de acelerações do carro. E como o Ford Fusion Hybrid também faz, ainda existe um sistema de barras laterais ao lado do velocímetro digital, que mudam de cor quando o motorista se encontra conduzindo de maneira econômica.
É um pacote muito completo em uma cabine muito requintada, que inclui sistemas como Hill Holder e controle de estabilidade e equipamentos de luxo como teto solar e bancos de couro, alguns deles restritos à versão de luxo EXL. Porém, o destaque fica mesmo com a central multimídia i-Mid: o sistema de duas telas inclui computador de bordo, sistema de áudio com MP3 e entradas auxiliares e uma série de funções de customização para o carro. A tela maior é sensível ao toque, mede 6,5”e ainda inclui GPS, Bluetooth para interação com celulares e câmera de ré.
O modelo ainda vem apenas nas versões LX e EXL, mas agora a primeira agora traz também a opção de câmbio manual de seis marchas, partindo de R$ 84.700 apenas com tração 4x2. Já a transmissão automática tem cinco marchas e usa um moderno sistema eletrônico para determinar a marcha mais adequada para cada momento. Seu motor é um 2.0 16v de 155 cv. Seu porta-malas é de 589 litros mas que sobem a 1146 ao dobrar os bancos traseiros, o que deixa o assoalho quase plano. Sua garantia é de três anos sem limite de quilometragem. As versões mais caras são LX automática por R$ 87.900 e EX automática por R$ 103.200, com cinco opções de cor.
A Kia viu sua tabela de preços abalada com o último aumento de IPI que precisou repassar ao consumidor. Mas isso afetou as vendas do Cerato, que até então era um sucesso por aqui. Então, a redução de agora deixa o básico em R$ 53.135 com ar-condicionado, sistema de som, trio elétrico e computador de bordo. O pacote de R$ 60.135 agrega bancos em couro, farois de neblina e rodas de 17”, e o completo sai por R$ 65.135, com câmbio automático de seis marchas.
O utilitário esportivo da marca francesa já se pode considerar caído no gosto do brasileiro; alguns meses atrás chegou até a superar em vendas o líder do segmento, Ford EcoSport. Mas a linha 2012 do Duster teve um ligeiro aumento de preços, começando pela versão básica, que parte agora de R$ 51.800, enquanto a versão Expression 1.6 16v ficou em R$ 54.100. Já a Dynamique 1.6 fica em R$ 58.100 e em R$ 61.800 para a 2.0 16v. Este motor ainda traz as versões automática e 4x4, que saem por R$ 65.800 e R$ 66.100.