Thursday, July 17, 2008

Renault Kangoo 2009

Renault Kangoo 2009

Segmento carente de novidades, as multivans no Brasil já foram representadas por até apenas três modelos: o líder Fiat Doblò, Citroën Berlingo e o Renault Kangoo, que vira o ano por aqui com leves mudanças, enquanto vira outro modelo na Europa.

Externamente, logo se percebe a frente totalmente nova, com faróis em forma de gota, capô com vincos mais pronunciados e novos pára-choque e grade dianteiros. Outras novidades foram a chegada da terceira fileira de assentos, e as portas traseiras corrediças nos dois lados do veículo.

A versão básica Authentique, que começa em 43.690 reais, traz de série predisposição para rádio e direção hidráulica, mas pode vir com ar-condicionado, terceira fileira de bancos e portas laterais deslizantes. Já a topo-de-linha Sportway, de 53.860, traz todos os equipamentos da básica mais seus opcionais, além de airbag duplo, faróis de neblina, rodas de liga leve, cd player com MP3 e rack de teto.

Seu porta-malas comporta 600 litros, chegando a 2600 com os bancos traseiros rebatidos, e podendo carregar até 500 kg. Quem impulsiona tudo isso é o mesmo 1.6 16v Hi-Flex da linha 2008, de 95/98 cv a 5000 rpm, e 15,1/15,3 kgfm a 3750 rpm (gasolina/álcool).

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Tuesday, April 8, 2008

Nissan Pathfinder SE

PathfinderEste nome era muito conhecido 20 anos atrás. A Nissan aproveitou a reabertura das importações para estrear seu utilitário no Brasil, e o sucesso foi grande. Pode-se dizer que foi ele quem nos trouxe o segmento de SUVs de luxo, e por alguns anos foi objeto de desejo de um Brasil que demorou a se acostumar com tanto carro novo vindo de uma só vez. Foi uma pena que mais tarde o Nissan sucumbiu à concorrência de Grand Cherokee, Pajero e SW4.

A geração atual chegou em 2004 mas nunca conseguiu repetir o sucesso da pioneira no país, provavelmente pelo fato de que por preço parecido hoje se compram rivais com o peso das marcas Mercedes-Benz, BMW e Audi – quem gasta altas quantias em um SUV de luxo jamais levaria um modelo discreto e que não ostenta o nível que tem. Por isso a marca japonesa passa a apostar num nicho de preço menor, ao trazer também a versão SE por R$ 162.400, que perde equipamentos em relação à LE até então única para o nosso mercado, mas em troca de perder também interessantes R$ 16 mil reais no preço final.

Nissan PathfinderO Pathfinder é um utilitário que mesmo modernizado não abandona as raízes de jipe, voltado à aventura e com mecânica realmente voltada para tal. Isso já se vê em seu desenho externo, que mantém as linhas mais retilíneas para dar ideia de robustez assim como a maçaneta das portas traseiras entre as janelas, item que já virou marca sua desde a primeira geração. Externamente ele só passa a ter o parachoque dianteiro com a parte inferior em preto. A cabine, por sua vez, perdeu itens de luxo: alguns dispensáveis como teto solar, bancos elétricos e faróis de xenônio, e outros mais lamentáveis, como computador de bordo, airbags laterais e de cortina, bancos de couro, sensor de estacionamento e sistema de som mais refinado.

O resto está todo lá, no entanto. Seu conjunto mecânico preserva o V6 4.0 de potência de 269 cv e 39,3 kgfm de torque, comandados por câmbio automático sequencial de cinco marchas. Sua tração é integral All Mode, com diferencial central e ajustes para tração traseira, integral equitativa ou sob demanda, ou reduzida para off-road intenso. As concessões em favor de tanta valentia estão na vida a bordo: sua suspensão ficou macia demais com curvas e buracos, os sexto e sétimo bancos têm tamanho apenas para crianças, e sua construção robusta em chassi e longarinas não preza pelo maior espaço interno possível.

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Sunday, April 6, 2008

Peugeot 307 Presence Pack

Peugeot 307 Presence PackProduzido na Argentina, o 307 aqui sempre teve um desempenho de vendas mediano, e podemos dizer que isso traz prós e contras. Afinal, ainda que a Peugeot não se sinta satisfeita com um modelo que não chega nem perto de concorrentes como VW Golf, Ford Focus  e Fiat Stilo, sua presença rarefeita nas ruas valoriza sua imagem, conceito perdido há tempos por outro rival, Chevrolet Astra.

A versão Presence Pack vem para tentar um meio-termo bem interessante: investe na conservada imagem de requinte do hatch médio mas conciliando um preço baixo para conseguir as tão desejadas vendas maiores. É um pacote de 2200 reais que traz frisos externos na cor da carroceria, rodas de liga leve e MP3 player, por R$ 57.100. Ou seja, a preocupação com as aparências se nota nos cuidados com o exterior e no uso do mesmo 1.6 16v flex de até 113 cv da Presence original.

O Presence Pack fica interessante não tanto pelas melhorias do “Pack”, e sim pelo conjunto que passa a formar no 307. Porque ele mantém o excelente espaço interno envolto por uma cabine projetada com muito bom gosto, mantém um motor que pode não ser o mais vigoroso mas o leva com desenvoltura, mas agora agrega visual que o distancia de modelos básicos, sem que isso inche seu preço. E seu pacote de série continua sedutor: ar-condicionado, airbag duplo, freios ABS, computador de bordo e travas e vidros elétricos.

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Wednesday, March 19, 2008

Volkswagen Parati Surf

Parati SurfUma prática comum no Brasil é a da sobrevida dos modelos depois da chegada do sucessor. O carro novo e moderno ocupa o lugar desejado, enquanto o antigo se barateia para continuar em linha como opção inferior. A linha Gol “bolinha” já precisava sair de cena há tempos; para isso veio a linha Fox, que já deixou o novo Gol no setor de base. Mas o que dizer da Parati, que não ganhou geração nova, vê a SpaceFox lhe roubar cada vez mais vendas, e não fica barata?

A versão Surf é herdeira “espiritual” de Crossover, Track&Field e outras séries especiais que a Parati recebia nos tempos de outrora. Ela não chega a ser um produto horrível, mas se já apresenta vários pontos fracos ao analisá-la sozinha, o que dirá comparando-a com rivais como Palio Weekend e 207 SW? Ela virou um típico modelo depenado para reduzir custos, com o agravante de que pedir R$ 45.770 não lhe deixa apelar ao custo/benefício. O que não dá para entender é a VW continuar usando o slogan “A station mais jovem do país” quando a Parati decaiu ao ponto de literalmente ser a perua mais antiga em venda por aqui atualmente.

VW Parati SurfSuas mudanças em relação ao modelo comum são quase todas estéticas. Por fora temos faróis de máscara negra com unidades de milha e longo alcance, lanternas fumê, molduras nas caixas de roda, simulação de estribos nas soleiras de portas e porta-malas, rodas de liga em cinza e os adesivos da série. A cabine até surpreende pela quantidade de apliques prata: depois do chamativo volante temos console central, molduras dos botões dos vidros elétricos, saídas de ar, maçanetas, alavanca de câmbio e painel de instrumentos. Pelo menos se conseguiu evitar a sensação de que a cabine ficou quase intacta como na maioria das séries desse tipo.

Mas isso não consegue disfarçar o peso da sua idade: conservar a essência mecânica do projeto inicial de 1980 lhe dá um espaço interno escasso e ergonomia sofrível, para o qual colaboram a arcaica instalação longitudinal do motor e falhas de projeto como volante e pedais desalinhados cada um para um lado em relação ao banco do motorista. Como se isso não fosse suficiente, no último face-lift, de 2005, a VW quis ganhar na produção em escala e lhe deu um painel inspirado no Fox… um projeto de duas décadas depois. Ou seja, o carro ficou simplesmente perdido; se antigamente era referência na mente do brasileiro, hoje vaga pelos anos completamente à deriva.

Os igualmente antigos motores AP ainda sobrevivem na Parati: o 1.6 gera 101/103 cv com gasolina/álcool, mas por R$ podemos ter o mesmo modelo com motor 1.8. São motores com força suficiente para levar o modelo em cidade e estrada com desenvoltura, mas às custas de vibrações excessivas e um consumo que não preza pelo comedimento. Seu pacote de equipamentos inclui todo o conjunto visual, ar-condicionado e direção hidráulica. Bem que a lista de série poderia incorporar sistema de som, airbag, alarme e trio elétrico sem alterar o preço. Só assim esse modelo conseguiria fazer algum sentido.

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Monday, March 10, 2008

Chevrolet Vectra Elite 2.0

Chevrolet Vectra 2.0Não se pode esquecer que a estratégia da Chevrolet nacional para seus segmentos de topo foi vergonhosa. Trouxeram o Opel Astra H europeu com o nome do modelo maior, Vectra, e o que nós já tínhamos como Astra ficou intacto, e não deve ser tocado tão cedo. As versões mais caras do atual Vectra eram Elegance somente com o 2.0 e Elite somente com o 2.4 16v, mas as leis do mercado já procuraram interferir.

É inconcebível que esta marca ofereça um motor maior e 16v com potência específica menor que o 2.0 8v da versão mais básica. Talvez por ter percebido isso eles resolveram unir o luxo ao barato, e criaram a mistura Elite 2.0 por R$ 76.500, que gera 121/128 cv (gasolina/álcool). A maior vantagem está em aproveitar os menores impostos para essa faixa de cilindrada, mas oferecendo o mesmo luxo da versão Elite já existente.

Para falar a verdade, se o modelo já tinha desempenho satisfatório com esse motor, não vai ser um pouco mais de equipamentos que o tornarão lento. O problema está mesmo é com a antiquada caixa automática de quatro marchas, que não consegue aproveitar o motor como uma de mais velocidades ou do tipo CVT. A linha 2008 aproveitou para dotar este Vectra de GPS e antena externa tipo shark, mantendo o mesmo luxo da cabine que já se conhecia.

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Friday, March 7, 2008

Renault Sandero

Renault SanderoSe um dia a atual linha Clio era atrativa pela modernidade das linhas, os anos fizeram seu papel, e tanto hatch quanto sedan começaram a perder competitividade. A Renault aproveitou que seu sedã de baixo custo Logan já estava fazendo sucesso, e resolveu criar uma variante hatchback, inédita no mundo.

Por fora, o Sandero surpreende porque alivia a sobriedade excessiva do sedã, e consegue chegar a um estilo mais agradável, chegando até a ser levemente esportivo, ainda que não chegue necessariamente a ser bonito. Mas ele reafirma o parentesco ao ter “genes” como o retrovisor único (o direito é o esquerdo montado ao contrário) e os faróis monoparábola.

No interior, se a cabine não exibe arroubos de estilo ou sofisticação, herda todo o excelente espaço, fruto das generosas medidas como o entre-eixos de 2,59 metros. Quanto a equipamentos, a versão básica Authentique vem muito mal-equipada, mas a situação já melhora com a intermediária Expression, e ainda mais com a topo Privilège, mas sempre com preços atrativos, ainda que mais caros que os do Logan.

Quanto à motorização, o Sandero pode vir com os motores flexíveis 1.0 16v, mais voltado ao baixo custo, 1.6 de 92/95 cv, com força ótima para o ciclo urbano, e 1.6 16v de 107/112 cv, mais adequado para casos de uso mais frequente na estrada.

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Sunday, February 24, 2008

Volvo XC70

XC70Certas marcas impõem tradições de desenho nos modelos. É o caso do VW Golf com as últimas colunas bem largas, Fiat Punto com lanternas elevadas, e das peruas Volvo com a traseira reta. Não se sabe se já adotaram isso visando a aerodinâmica melhorada, mas o fato é que ela continua até hoje. O passar das décadas, no entanto, promoveu várias mudanças nos carros, e um deles a XC70, que duas gerações atrás se chamou XC Cross Country.

Volvo XC70A pioneira, de 1997, ainda estava no final da época em que os utilitários esportivos eram chamados sempre de jipes e tinham projeto mais robusto para ótimo desempenho fora da estrada, e nela apenas regular. Eram modelos que atraíam pela imponência do desenho, mas não agradavam pelo desprezo ao conforto para quem os usava mais na cidade. Foi visando esse dilema que a Volvo criou o tal nicho, partindo de uma perua grande mas urbana e adicionando a mecânica mais robusta para off-road, completamente alardeada pelo visual externo cuidado a ponto de conciliar elegância e imponência num resultado de muito bom gosto.

Se o exterior apresenta certa vocação para os lugares em que ela aparece nas fotos, o interior faz o déjà vu da cidade na melhor forma possível: as cores claras do interior contrastam com alumínio e cores escuras para dar aconchego e ideia de modernidade, e seu luxo só reforça isso: temos interior em couro, ar-condicionado traseiro, sensor de estacionamento e várias regulagens elétricas, como para bancos e volante. Tudo isso com o seis-cilindros 3.2 de 238 cv que lhe leva de 0 a 100 km/h em 8s6 mas sempre mantendo o silêncio. Seu único problema é o preço de R$ 198 mil, que flerta perigosamente com outros modelos, estes sim SUVs “legítimos”.

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