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Monday, June 4, 2012

Kia Mohave Diesel

Kia Mohave DieselEste é o tipo de carro que vai provocar um grande estranhamento na cabeça de muita gente. Afinal ele é o mais luxuoso dos crossovers da Kia, mas também o único a fugir de Sorento, Sportage e – por que não? – Soul tanto na inicial S como no desenho. Ou seja, se o grandalhão da marca coreana não aposta no estilo matador, qual é o seu argumento para custar uma média de R$ 180 mil? É o que este artigo irá mostrar, além da nova versão que ele acaba de receber.

Inegável é o sucesso que faz o estilo agressivo dos últimos Kia, composto por linhas fortes e com acentuado toque de esportividade, capitaneadas pela grade dianteira que imita uma boca de tigre. O problema é que a aparição massiva dessa linguagem visual nos Kia das categorias baixas e médias acaba prejudicando as mais altas porque retira o ar de distinção que esses compradores com razão demandam – quem gosta de ver um carro parecido com o seu mas que custou três vezes menos? Isso é o que justifica o uso de linhas mais sóbrias para o Mohave, resultando num desenho mais elegante que passa a condizer com concorrentes de preço mais parecido, como Land Rover Discovery e Mitsubishi Pajero s.

Kia MohavePorém, engana-se que o Mohave se equipara aos rivais apenas no estilo. Sua ampla cabine se vale dos 2,89 metros de entre-eixos para levar sete pessoas com o conforto de um farto pacote de itens de série: ele contempla ar-condicionado digital bizona, câmera de ré, computador de bordo e memória para ajustes do banco do motorista, retrovisores e volante, enqunanto a segurança se garante com airbags frontais, laterais e de cortina, assistente de partida em aclives e frenagem em declives, controles de estabilidade e tração, freios com ABS e EBD e sensor de capotamento. Já a nova versão agrega a central multimídia que inclui DVD, GPS e conexão Bluetooth.

Mas qual é essa versão nova, afinal? Seu código de fábrica é H.570, e vem apenas com o novo motor diesel. Trata-se de um moderno 3.0 V6 de 24 válvulas que gera 256 cv e é comandado pelo novo câmbio automático de oito marchas com opção de trocas sequenciais, por R$ 189.900. Além dela existe a versão de entrada já comentada: chamada de H.670, ela usa um 3.8 V6 a gasolina, também com 24 válvulas mas que gera 275 cv. Esta opção usa um câmbio automático sequencial de cinco marchas e custa R$ 169.900, mas era a que já existia até então. O motor a diesel já atende as normas de emissões Proconve L6.

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Wednesday, March 19, 2008

Volkswagen Parati Surf

Parati SurfUma prática comum no Brasil é a da sobrevida dos modelos depois da chegada do sucessor. O carro novo e moderno ocupa o lugar desejado, enquanto o antigo se barateia para continuar em linha como opção inferior. A linha Gol “bolinha” já precisava sair de cena há tempos; para isso veio a linha Fox, que já deixou o novo Gol no setor de base. Mas o que dizer da Parati, que não ganhou geração nova, vê a SpaceFox lhe roubar cada vez mais vendas, e não fica barata?

A versão Surf é herdeira “espiritual” de Crossover, Track&Field e outras séries especiais que a Parati recebia nos tempos de outrora. Ela não chega a ser um produto horrível, mas se já apresenta vários pontos fracos ao analisá-la sozinha, o que dirá comparando-a com rivais como Palio Weekend e 207 SW? Ela virou um típico modelo depenado para reduzir custos, com o agravante de que pedir R$ 45.770 não lhe deixa apelar ao custo/benefício. O que não dá para entender é a VW continuar usando o slogan “A station mais jovem do país” quando a Parati decaiu ao ponto de literalmente ser a perua mais antiga em venda por aqui atualmente.

VW Parati SurfSuas mudanças em relação ao modelo comum são quase todas estéticas. Por fora temos faróis de máscara negra com unidades de milha e longo alcance, lanternas fumê, molduras nas caixas de roda, simulação de estribos nas soleiras de portas e porta-malas, rodas de liga em cinza e os adesivos da série. A cabine até surpreende pela quantidade de apliques prata: depois do chamativo volante temos console central, molduras dos botões dos vidros elétricos, saídas de ar, maçanetas, alavanca de câmbio e painel de instrumentos. Pelo menos se conseguiu evitar a sensação de que a cabine ficou quase intacta como na maioria das séries desse tipo.

Mas isso não consegue disfarçar o peso da sua idade: conservar a essência mecânica do projeto inicial de 1980 lhe dá um espaço interno escasso e ergonomia sofrível, para o qual colaboram a arcaica instalação longitudinal do motor e falhas de projeto como volante e pedais desalinhados cada um para um lado em relação ao banco do motorista. Como se isso não fosse suficiente, no último face-lift, de 2005, a VW quis ganhar na produção em escala e lhe deu um painel inspirado no Fox… um projeto de duas décadas depois. Ou seja, o carro ficou simplesmente perdido; se antigamente era referência na mente do brasileiro, hoje vaga pelos anos completamente à deriva.

Os igualmente antigos motores AP ainda sobrevivem na Parati: o 1.6 gera 101/103 cv com gasolina/álcool, mas por R$ podemos ter o mesmo modelo com motor 1.8. São motores com força suficiente para levar o modelo em cidade e estrada com desenvoltura, mas às custas de vibrações excessivas e um consumo que não preza pelo comedimento. Seu pacote de equipamentos inclui todo o conjunto visual, ar-condicionado e direção hidráulica. Bem que a lista de série poderia incorporar sistema de som, airbag, alarme e trio elétrico sem alterar o preço. Só assim esse modelo conseguiria fazer algum sentido.

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Sunday, February 24, 2008

Volvo XC70

XC70Certas marcas impõem tradições de desenho nos modelos. É o caso do VW Golf com as últimas colunas bem largas, Fiat Punto com lanternas elevadas, e das peruas Volvo com a traseira reta. Não se sabe se já adotaram isso visando a aerodinâmica melhorada, mas o fato é que ela continua até hoje. O passar das décadas, no entanto, promoveu várias mudanças nos carros, e um deles a XC70, que duas gerações atrás se chamou XC Cross Country.

Volvo XC70A pioneira, de 1997, ainda estava no final da época em que os utilitários esportivos eram chamados sempre de jipes e tinham projeto mais robusto para ótimo desempenho fora da estrada, e nela apenas regular. Eram modelos que atraíam pela imponência do desenho, mas não agradavam pelo desprezo ao conforto para quem os usava mais na cidade. Foi visando esse dilema que a Volvo criou o tal nicho, partindo de uma perua grande mas urbana e adicionando a mecânica mais robusta para off-road, completamente alardeada pelo visual externo cuidado a ponto de conciliar elegância e imponência num resultado de muito bom gosto.

Se o exterior apresenta certa vocação para os lugares em que ela aparece nas fotos, o interior faz o déjà vu da cidade na melhor forma possível: as cores claras do interior contrastam com alumínio e cores escuras para dar aconchego e ideia de modernidade, e seu luxo só reforça isso: temos interior em couro, ar-condicionado traseiro, sensor de estacionamento e várias regulagens elétricas, como para bancos e volante. Tudo isso com o seis-cilindros 3.2 de 238 cv que lhe leva de 0 a 100 km/h em 8s6 mas sempre mantendo o silêncio. Seu único problema é o preço de R$ 198 mil, que flerta perigosamente com outros modelos, estes sim SUVs “legítimos”.

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