Wednesday, March 19, 2008

Volkswagen Parati Surf

Parati SurfUma prática comum no Brasil é a da sobrevida dos modelos depois da chegada do sucessor. O carro novo e moderno ocupa o lugar desejado, enquanto o antigo se barateia para continuar em linha como opção inferior. A linha Gol “bolinha” já precisava sair de cena há tempos; para isso veio a linha Fox, que já deixou o novo Gol no setor de base. Mas o que dizer da Parati, que não ganhou geração nova, vê a SpaceFox lhe roubar cada vez mais vendas, e não fica barata?

A versão Surf é herdeira “espiritual” de Crossover, Track&Field e outras séries especiais que a Parati recebia nos tempos de outrora. Ela não chega a ser um produto horrível, mas se já apresenta vários pontos fracos ao analisá-la sozinha, o que dirá comparando-a com rivais como Palio Weekend e 207 SW? Ela virou um típico modelo depenado para reduzir custos, com o agravante de que pedir R$ 45.770 não lhe deixa apelar ao custo/benefício. O que não dá para entender é a VW continuar usando o slogan “A station mais jovem do país” quando a Parati decaiu ao ponto de literalmente ser a perua mais antiga em venda por aqui atualmente.

VW Parati SurfSuas mudanças em relação ao modelo comum são quase todas estéticas. Por fora temos faróis de máscara negra com unidades de milha e longo alcance, lanternas fumê, molduras nas caixas de roda, simulação de estribos nas soleiras de portas e porta-malas, rodas de liga em cinza e os adesivos da série. A cabine até surpreende pela quantidade de apliques prata: depois do chamativo volante temos console central, molduras dos botões dos vidros elétricos, saídas de ar, maçanetas, alavanca de câmbio e painel de instrumentos. Pelo menos se conseguiu evitar a sensação de que a cabine ficou quase intacta como na maioria das séries desse tipo.

Mas isso não consegue disfarçar o peso da sua idade: conservar a essência mecânica do projeto inicial de 1980 lhe dá um espaço interno escasso e ergonomia sofrível, para o qual colaboram a arcaica instalação longitudinal do motor e falhas de projeto como volante e pedais desalinhados cada um para um lado em relação ao banco do motorista. Como se isso não fosse suficiente, no último face-lift, de 2005, a VW quis ganhar na produção em escala e lhe deu um painel inspirado no Fox… um projeto de duas décadas depois. Ou seja, o carro ficou simplesmente perdido; se antigamente era referência na mente do brasileiro, hoje vaga pelos anos completamente à deriva.

Os igualmente antigos motores AP ainda sobrevivem na Parati: o 1.6 gera 101/103 cv com gasolina/álcool, mas por R$ podemos ter o mesmo modelo com motor 1.8. São motores com força suficiente para levar o modelo em cidade e estrada com desenvoltura, mas às custas de vibrações excessivas e um consumo que não preza pelo comedimento. Seu pacote de equipamentos inclui todo o conjunto visual, ar-condicionado e direção hidráulica. Bem que a lista de série poderia incorporar sistema de som, airbag, alarme e trio elétrico sem alterar o preço. Só assim esse modelo conseguiria fazer algum sentido.

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Monday, March 10, 2008

Chevrolet Vectra Elite 2.0

Chevrolet Vectra 2.0Não se pode esquecer que a estratégia da Chevrolet nacional para seus segmentos de topo foi vergonhosa. Trouxeram o Opel Astra H europeu com o nome do modelo maior, Vectra, e o que nós já tínhamos como Astra ficou intacto, e não deve ser tocado tão cedo. As versões mais caras do atual Vectra eram Elegance somente com o 2.0 e Elite somente com o 2.4 16v, mas as leis do mercado já procuraram interferir.

É inconcebível que esta marca ofereça um motor maior e 16v com potência específica menor que o 2.0 8v da versão mais básica. Talvez por ter percebido isso eles resolveram unir o luxo ao barato, e criaram a mistura Elite 2.0 por R$ 76.500, que gera 121/128 cv (gasolina/álcool). A maior vantagem está em aproveitar os menores impostos para essa faixa de cilindrada, mas oferecendo o mesmo luxo da versão Elite já existente.

Para falar a verdade, se o modelo já tinha desempenho satisfatório com esse motor, não vai ser um pouco mais de equipamentos que o tornarão lento. O problema está mesmo é com a antiquada caixa automática de quatro marchas, que não consegue aproveitar o motor como uma de mais velocidades ou do tipo CVT. A linha 2008 aproveitou para dotar este Vectra de GPS e antena externa tipo shark, mantendo o mesmo luxo da cabine que já se conhecia.

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Friday, March 7, 2008

Renault Sandero

Renault SanderoSe um dia a atual linha Clio era atrativa pela modernidade das linhas, os anos fizeram seu papel, e tanto hatch quanto sedan começaram a perder competitividade. A Renault aproveitou que seu sedã de baixo custo Logan já estava fazendo sucesso, e resolveu criar uma variante hatchback, inédita no mundo.

Por fora, o Sandero surpreende porque alivia a sobriedade excessiva do sedã, e consegue chegar a um estilo mais agradável, chegando até a ser levemente esportivo, ainda que não chegue necessariamente a ser bonito. Mas ele reafirma o parentesco ao ter “genes” como o retrovisor único (o direito é o esquerdo montado ao contrário) e os faróis monoparábola.

No interior, se a cabine não exibe arroubos de estilo ou sofisticação, herda todo o excelente espaço, fruto das generosas medidas como o entre-eixos de 2,59 metros. Quanto a equipamentos, a versão básica Authentique vem muito mal-equipada, mas a situação já melhora com a intermediária Expression, e ainda mais com a topo Privilège, mas sempre com preços atrativos, ainda que mais caros que os do Logan.

Quanto à motorização, o Sandero pode vir com os motores flexíveis 1.0 16v, mais voltado ao baixo custo, 1.6 de 92/95 cv, com força ótima para o ciclo urbano, e 1.6 16v de 107/112 cv, mais adequado para casos de uso mais frequente na estrada.

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Sunday, February 24, 2008

Volvo XC70

XC70Certas marcas impõem tradições de desenho nos modelos. É o caso do VW Golf com as últimas colunas bem largas, Fiat Punto com lanternas elevadas, e das peruas Volvo com a traseira reta. Não se sabe se já adotaram isso visando a aerodinâmica melhorada, mas o fato é que ela continua até hoje. O passar das décadas, no entanto, promoveu várias mudanças nos carros, e um deles a XC70, que duas gerações atrás se chamou XC Cross Country.

Volvo XC70A pioneira, de 1997, ainda estava no final da época em que os utilitários esportivos eram chamados sempre de jipes e tinham projeto mais robusto para ótimo desempenho fora da estrada, e nela apenas regular. Eram modelos que atraíam pela imponência do desenho, mas não agradavam pelo desprezo ao conforto para quem os usava mais na cidade. Foi visando esse dilema que a Volvo criou o tal nicho, partindo de uma perua grande mas urbana e adicionando a mecânica mais robusta para off-road, completamente alardeada pelo visual externo cuidado a ponto de conciliar elegância e imponência num resultado de muito bom gosto.

Se o exterior apresenta certa vocação para os lugares em que ela aparece nas fotos, o interior faz o déjà vu da cidade na melhor forma possível: as cores claras do interior contrastam com alumínio e cores escuras para dar aconchego e ideia de modernidade, e seu luxo só reforça isso: temos interior em couro, ar-condicionado traseiro, sensor de estacionamento e várias regulagens elétricas, como para bancos e volante. Tudo isso com o seis-cilindros 3.2 de 238 cv que lhe leva de 0 a 100 km/h em 8s6 mas sempre mantendo o silêncio. Seu único problema é o preço de R$ 198 mil, que flerta perigosamente com outros modelos, estes sim SUVs “legítimos”.

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Thursday, February 21, 2008

Fiat Stilo Dualogic

Fiat Stilo Dualogic 

Atualmente fora-de-linha na Europa, o Stilo segue no Brasil como uma boa opção no segmento, ficando no meio do caminho entre os defasados VW Golf e Chevrolet Astra, e os recém-chegados novo Ford Focus e Citroën C4.

Para se manter competitivo, ele é o primeiro nacional de passeio a usar o sistema de câmbio automatizado, inaugurado na F-1. Partindo de uma caixa manual comum, ele não usa o sistema sem embreagem dos micados Palio Citymatic ou Corsa AutoClutch, e sim um mecanismo que apenas pode efetuar as trocas de forma automática sequencial, mas também aceitando o modo manual, podendo vir com borboletas atrás do volante (em conjunto com comandos satélite do som).

Por um preço baixo, 2500 reais, tanto o Stilo 1.8 Flex quanto o Stilo Sporting 1.8 Flex podem ter o item, que se adapta ao estilo de condução, encarrega-se das frequentes trocas de marcha no anda-e-pára das grandes cidades, mas mantém as 5 marchas, o que ajuda na esportividade ao dirigir na estrada, por exemplo. E ainda se preserva: se o motorista tenta engatar uma marcha em velocidade alta ou baixa demais, o sistema proíbe, mostrando um aviso no painel.

Atualmente, o Stilo só pode vir com o motor 1.8 flex, de 112/114 cv, e 17,8/18,5 kgfm (gasolina/álcool). Com o câmbio Dualogic, seus preços partem de 52.560 reais na versão básica, 63.060 na Sporting, e 65.900 na Blackmotion, apenas esta não tendo a opção do câmbio manual convencional.

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Monday, February 18, 2008

Chrysler 300C V6

Chrysler 300C V6Quem consegue ver um 300C passando e ficar indiferente? Seu formato usa as linhas retas típicas de modelos europeus aliadas a rodas grandes e comprimento avantajado e recheado de cromados como só os americanos conseguem fazer. Mas o modelo acaba de ganhar por aqui uma versão de entrada que acaba tendo mais ganhos do que perdas… E a perda maior é no preço, que despenca interessantes 30 mil reais.

É o 300C V6, que sai por R$ 139 mil. Como o nome diz, sua mudança principal foi no motor, em que o 3.5 V6 fica no lugar do 5.7 Hemi V8. Ainda assim 249 cv são um plantel muito vigoroso, capaz de tracionar o modelo com desenvoltura, até porque todo o resto do conjunto mecânico é comum ao irmão mais forte, como o câmbio automático sequencial de cinco marchas. Com o tentador detalhe de que este motor acaba sendo muito mais comedido que o V8 em termos de consumo de combustível.

A linha 2008 dos 300C também trouxe novidades para todas as versões. Caso das lanternas traseiras com nova disposição de luzes, aerofólio traseiro com brake-light e interior levemente refeito, mas principalmente da inclusão do MyGig, sistema de som multimídia que inclui touchscreen, DVD player e disco rígido de 20 gb para o usuário. Itens que só aumentam o pacote de itens do V6, que na verdade só restringe ao V8 itens como teto solar e bancos com aquecimento.

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Saturday, February 9, 2008

Renault Logan

Renault Logan

Depois de passar anos com o Clio Sedan amargando sempre as vendas mais baixas do segmento, a Renault decide trazer o romeno Logan para o Brasil, voltado principalmente ao custo-benefício.

De cara, os faróis não empolgam, ainda menos quando ao lado de um Peugeot 207. Também não agrada a lateral inexpressiva, quase sem vincos e com janelas quase verticais, em contraste com os vincos e recortes de um VW Voyage. E não vai ser a traseira que vai desfazer essa impressão, com lanternas simples e retas, humilhadas pelas estilosas e modernas do Fiat Siena.

Entretanto, ao se chegar no interior, as impressões se revertem. Com entre-eixos de 2,63 m, largura de 17,4 m e altura de 1,51 m, o novo sedã da marca francesa tem espaço maior até que de sedãs médios, inclusive no porta-malas, com 510 litros e a liderança da categoria.

O Logan pode vir com os motores flexíveis 1.0 16v (76/77 cv), 1.6 8v (92/95 cv) e 16v (107/112 cv), estes dois excelentes na cidade e na estrada, respectivamente. Suas versões são Expression (1.0 16v ou 1.6) e Privilège (1.6 ou 1.6 16v).

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